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06/06/2017 | Desânimo do consumidor dificulta saída da recessão - Folha de S.Paulo

Um dos principais motores da economia brasileira, o consumo interno continua exibindo sinais de fraqueza, o que deve dificultar a saída da recessão em que o país afundou há mais de dois anos.

 

O consumo das famílias representa quase 65% do PIB (Produto Interno Bruto) e encolhe desde o início da recessão.

 

Indicadores colhidos por diferentes pesquisas sugerem que o humor dos consumidores sofreu um novo baque com a eclosão da crise política.

 

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a economia voltou a crescer no primeiro trimestre, puxada pelo agronegócio e pelas exportações. Mas o consumo das famílias continuou em queda no período.

 

Os dados divulgados na semana passada pelo instituto mostram que houve um recuo de 0,1% em relação ao último trimestre do ano passado, e de 1,9% na comparação com o primeiro trimestre do ano.

 

Estatísticas sobre a produção industrial sugerem que outra queda pode ter ocorrido em abril.

 

Embora a produção de bens de consumo duráveis, como geladeiras e carros, tenha apresentado alta de 0,6% em relação a abril de 2016, o desempenho de produtos como como vestuário, calçados e alimentos registrou declínio de quase 10%.

 

Para os economistas, com desemprego em alta e famílias ainda muito endividadas, nem a inflação baixa nem a liberação do dinheiro das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) foram capazes até agora de reanimar os consumidores de forma consistente.

 

CONFIANÇA

 

Não bastasse o cenário econômico ainda nebuloso, a percepção de analistas é que, ao menos para junho e julho, as chances de retomada de confiança talvez tenham sido soterradas pela crise política.

 

Após a delação dos donos da JBS vir a público, os índices que procuram medir a confiança do consumidor registraram quedas expressivas.

 

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Federação do Comércio de São Paulo, que capta o humor dos paulistanos para as compras, já vinha oscilando desde o início do ano e teve uma performance sofrível de abril para maio, com queda de 7%.

 

A Fecomercio repetiu a pesquisa uma semana após a divulgação da delação da JBS, e nova queda foi identificada, de 2,3%. Com isso, o indicador voltou a cair abaixo de 100 —um nível de pessimismo que não era atingido desde julho do ano passado.

 

O Índice Nacional de Confiança do Consumidor da CNI (Confederação Nacional da Indústria) também acusou o golpe. Colhido entre os dias 18 e 22 de maio, caiu 2,7% sobre abril. Para Marcelo Azevedo, da CNI, uma "recuperação fantástica" do consumo está "fora de cogitação".

 

DESEMPREGO

 

O consumo, que antes da atual recessão foi o principal motor de crescimento da economia brasileira, dificilmente vai conseguir retomar o ritmo visto nos anos pré-crise, de acordo com economistas.

 

O consumo não vai levar a economia nas costas, diz Alejandro Padrón, economista da 4E Consultoria.

 

Um dos entraves para a volta do protagonismo é a taxa de desemprego, que ronda os 14%, praticamente o dobro da taxa registrada no período de bonança da economia, por volta de 2012 ou 2013.

 

"Trata-se de milhões de pessoas que deixaram o mercado de trabalho e perderam seu poder de compra, e o impacto disso sobre o consumo é direto", diz Padrón.

 

Além dos cerca de 14 milhões de desempregados, a trajetória da renda dos indivíduos e o maior endividamento são outros pontos negativos que entram nessa equação.

 

Ainda que a renda média real dos trabalhadores tenha ficado estável no trimestre de fevereiro a abril de 2017, isso não significa necessariamente uma boa notícia para a recuperação do consumo.

 

A massa de rendimento real —o equivalente ao total disponível na economia para gasto— também fechou o trimestre encerrado em abril em estabilidade. Porém, na comparação com seu pico mais recente (no início de 2015), a queda chega a 5%.

 

O indicador de situação financeira das famílias da FGV (Fundação Getulio Vargas) é outro dado que mostra que deve demorar para o brasileiro voltar a abrir a carteira. Ele caiu 2% de abril para maio, para 64,1 pontos.

 

O indicador, considerado positivo a partir dos 100 pontos, está atualmente acima do piso de 57,3 pontos atingido em dezembro do ano passado, mas muito distante dos 115 pontos alcançados no pico, em julho de 2011.

 

O índice que mede a satisfação das famílias com a atual situação financeira piorou mesmo com o recuo dos juros e da inflação e com a liberação dos recursos de contas inativas do FGTS pelo governo —que tinha como um de seus objetivos exatamente o pagamento de dívidas.

 

Viviane Seda, coordenadora da Sondagem do Consumidor da FGV, diz que o consumidor espera, acima de tudo, melhora do mercado de trabalho, além de estabilidade mínima econômica e política.

 

AGRONEGÓCIO

 

Segundo Guilherme Dietze, assessor econômico da Fecomercio São Paulo, o que deve dar algum alento ao comércio do Estado neste ano é o interior, puxado pelo efeito positivo do agronegócio (um dos destaques do PIB do primeiro trimestre).

 

Para Dietze, o que vem ocorrendo em São Paulo (que responde por mais ou menos um terço do comércio varejista brasileiro) dá uma boa medida dos desafios enfrentados pelo consumo —e também pelo PIB— do país.

 

Na capital paulista, segundo ele, nos primeiros meses do ano, o varejo cresceu 3,5% em relação a isso 2016.

 

O desempenho ficou bem distante do obtido pelo comércio de cidades como Araraquara (10,5%) e Ribeirão Preto (7,9%). O resultado mostra a força do agronegócio não só sobre o varejo como sobre o PIB como um todo.

 

Marcelo Azevedo, economista da CNI, diz que a piora significativa do pessimismo com relação à inflação apontado na pesquisa de maio, a despeito de os preços estarem bastante controlados, mostra o grau de contaminação do cenário de incertezas atual sobre o consumidor.

 

"O consumo das famílias é importantíssimo para o PIB, mas não há elementos para acreditar que a recuperação seja rápida", diz. 

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