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02/06/2017 | Crescimento forte, mas concentrado em fatores temporários - O Estado de S.Paulo

Por Mário Mesquita*

 

O PIB apresentou crescimento de 1,0% no primeiro trimestre de 2017 ante o trimestre anterior, após ajuste sazonal. O resultado forte interrompe a sequência de oito trimestres consecutivos de contração, e sugere que a melhora dos fundamentos (queda da taxa de juros, redução da alavancagem das empresas, alta das commodities e da confiança) já começa a afetar a economia e viabiliza uma recuperação disseminada à frente.

 

No entanto, cabe registrar que o crescimento da oferta foi muito influenciado por forte contribuição da produção agropecuária e carrego favorável da produção industrial, que teve alta forte em dezembro. Pela demanda, tanto o consumo quanto o investimento fixo recuaram no trimestre. Desse modo, o crescimento foi causado pelo acúmulo de estoques e nas exportações líquidas.

 

Outros indicadores tampouco sinalizam uma retomada disseminada. Os índices de confiança seguem abaixo dos patamares consistentes com crescimento, a despeito da melhora dos últimos meses. As pesquisas mensais da indústria, do comércio e de serviços mostram um quadro de estagnação e volatilidade em 2017. A taxa de desemprego também aumentou no trimestre, embora seja importante ressaltar que o mercado de trabalho tende a reagir com defasagem à retomada da atividade econômica.

Desse modo, apesar do crescimento forte no primeiro trimestre, devemos observar desaceleração no trimestre seguinte. A principal causa é a reversão dos dois principais fatores que contribuíram para a alta do PIB: o setor agropecuário deve ter ligeira contribuição negativa, e o carrego da produção industrial está negativo devido à queda do indicador observada em março. Além disso, os indicadores coincidentes sugerem estagnação do ritmo de atividade em abril e maio.

 

Neste contexto, o recente aumento das incertezas quanto à aprovação das reformas pode afetar a atividade por dois canais. Primeiro, aumentando a cautela de empresas e famílias, o que enfraquece a demanda agregada e aumenta os riscos de uma rodada adicional de contração da atividade. Segundo, reduzindo o ritmo de flexibilização monetária. A política, sabemos, tem o seu timing próprio. Mas a economia também, e esse requer a continuidade do processo de ajuste e reformas.

 

*ECONOMISTA-CHEFE DO ITAÚ UNIBANCO

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