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01/06/2017 | Emprego e risco político - O Estado de S.Paulo

Editorial

A criação de empregos na indústria é a melhor novidade trazida pela última pesquisa sobre o mercado de trabalho. A notícia é duplamente positiva. Confirma os primeiros indícios de reativação em alguns segmentos industriais e indica um dos mais desejados efeitos da retomada, a reabertura de vagas na produção. Os ocupados no setor passaram de 11,3 milhões para 11,5 milhões entre o período de novembro a janeiro e o trimestre móvel terminado em abril. Mas a fase de contratações apenas começou. O número de empregados continuou inferior ao de um ano antes, de 11,7 milhões, num quadro geral ainda muito ruim, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A indústria continua sendo a mais importante geradora de postos classificados no jargão internacional como decentes, em termos de formalização, salário e benefícios indiretos. Mas o aumento das contratações no setor é insuficiente, ainda, para afetar de forma sensível as estatísticas mais amplas do mercado de trabalho. No trimestre encerrado em abril de 2012 a indústria empregava 14,8% de toda a população ocupada. Os últimos dados indicam uma participação de 12,9% no conjunto.

A cena geral continua muito feia. O desemprego ficou em 13,6% da população ativa no período de fevereiro a abril, com 14 milhões de pessoas em busca de ocupação. A leitura mais otimista desses números indica um quadro de quase estabilidade, com ligeira melhora em relação ao trimestre de janeiro a março. Nesse período havia 14,2 milhões de desocupados, ou 13,7% da força de trabalho.

Mas também se pode acentuar a comparação com a base de novembro a janeiro, quando a taxa estava em 12,6% e os desempregados eram 12,9 milhões. Quando o confronto é com os dados de um ano antes, a base de referência recua para 11,2% e o total dos desocupados para 11,4 milhões.

Também é preciso incluir na avaliação um dado nem sempre levado em conta. Em um ano 556 mil pessoas migraram para a inatividade, renunciando, pelo menos temporariamente, à procura de trabalho. Se esse pessoal tivesse permanecido no mercado, o desemprego apontado na estatística seria maior.

A avaliação positiva pode estender-se, com algum esforço, também aos dados sobre os ganhos dos trabalhadores. O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos, de R$ 2.107, ficou estável em relação aos valores observados nos períodos de novembro a janeiro e também no período correspondente do ano anterior. A massa de rendimento real, isto é, o bolo da remuneração de todos os empregados, também se manteve nas mesmas comparações. Isso se deve em boa parte, sem dúvida, à progressiva contenção da alta de preços desde o segundo semestre de 2016.

Para uma avaliação do quadro geral seria preciso, no entanto, levar em conta a precária situação dos desempregados. Quando se considera esse detalhe fica mais fácil entender por que o consumo ainda é muito fraco. Muitas famílias continuam com o poder de compra limitado severamente pelo desemprego, outras se mantêm cautelosas, por causa do risco de demissão, e muitas ainda se recuperam de uma fase de alto endividamento.

Mas ainda é preciso, para uma avaliação mais completa do cenário e das perspectivas, levar em conta a crise política iniciada há duas semanas com a divulgação da conversa entre o empresário Joesley Batista, envolvido em escândalos de corrupção, e o presidente Michel Temer. Os sinais de reanimação econômica observados até agora são em boa parte explicáveis pela melhora das expectativas de empresários e até – apesar do quadro geral do desemprego – de parcelas de consumidores. É cedo para estimar o impacto econômico da crise, se o cenário de incertezas se prolongar. Mas os danos serão consideráveis, sem dúvida, se o ajuste das contas públicas for prejudicado, a pauta de reformas for paralisada ou comprometida e a confiança de empresários e investidores sumir no ralo da política.

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