• SETOR DE SERVIÇOS ALERTA CASA CIVIL E MINISTÉRIO DO TRABALHO  PARA INTERFERÊNCIAS NA REFORMA TRABALHISTA
  • HIGIEXPO 2017
  • Download Cartilha sobre Lei 13.429/2017
  • Banner Homenagem Relator
  • FENASERHTT diz ser contra MP da Reforma Trabalhista em Audiência com Ministro Ronaldo Nogueira
  • Site Fenaserhtt de cara nova
  • LEI13467
  • comunicado_vander
  • Palestra Explicativa sobre a Medida Provisória nº 783/2017
  • fórum cebrasse
  • Vander Morales representa Brasil em palestra no Uruguai
  • Wec50anos
  • Câmara setorial
  • DECISÃO FAVORÁVEL : FENASERHTT CONSEGUE EXCLUSÃO DO ISS DA BASE DE CÁLCULO DE PIS/COFINS
  • 2910x450 Banner Bombeiro Civil Cartilha Sindeprestem
  • Pl 4302 1998 Agora E Lei 13429 2017
  • Sindeprestem Institucional
  • Benefício Social Familiar
  • Conferência Internacional do Setor de Serviços Brasil-Portugal
  • 26anos Novo

25/05/2017 | O País para, o mundo segue - O Estado de S.Paulo

EDITORIAL

Depois de pôr em risco de novo rebaixamento o crédito soberano do Brasil, a lama da crise política atinge empresas grandes, sólidas e respeitadas internacionalmente, bancos de primeira linha, Estados e municípios. A nota de crédito brasileira, já reduzida ao grau especulativo no fim do governo anterior, foi posta em observação, com viés negativo, pela Standard & Poor’s (S&P), uma das mais importantes agências de classificação de risco. Anunciada no começo da semana, a decisão foi seguida, como num ritual, pela aplicação do mesmo carimbo a 38 instituições financeiras, 57 empresas de diversos setores, 2 governos estaduais e 1 municipal. O mundo continua girando, enquanto políticos se engalfinham em defesa de seus interesses e de suas ambições e poucos tentam encontrar a saída menos custosa e mais adequada para reativar e fortalecer a produção e a criação de empregos.

 

O cenário político voltou a se complicar, segundo a S&P, depois das acusações contra o presidente Michel Temer. A crise pode travar “os lentos avanços na solução dos desafios fiscais e econômicos enfrentados pelo País”, de acordo com a nota sobre a nova fase de observação do Brasil.

 

A mesma justificativa, combinada com outros critérios, foi apresentada, no dia seguinte, para explicar a extensão do viés negativo a bancos, empresas e governos subnacionais. Embora nem todos em Brasília percebam esse fato, notas de crédito podem afetar consideravelmente, para o bem e para o mal, as condições e o custo do financiamento a entidades públicas e privadas e, portanto, a gestão das contas de governo e as possibilidades de expansão econômica.

 

Quanto mais demorado e mais desastrado o encaminhamento da crise até a solução, maior o risco de nova piora da classificação brasileira. A nota atribuída pela S&P poderá, nesse caso, cair do segundo para o terceiro degrau abaixo do nível de investimento. O caminho para a recuperação ficará mais longo e mais custoso. Além disso, outras agências poderão tomar decisões semelhantes, como ocorreu entre o segundo semestre de 2015 e o primeiro de 2016, no final do governo da presidente Dilma Rousseff.

 

Haverá, no entanto, uma diferença muito importante – e politicamente muito significativa – entre os dois episódios.

 

Na fase final da gestão petista, cada uma das três maiores agências cortou duas vezes a nota do Brasil por causa de erros assustadores cometidos na condução da política econômica ou, mais especificamente, da política fiscal. O rebaixamento da classificação foi uma resposta das agências a um irresponsável e desastroso comprometimento das finanças federais, já afetadas por uma coleção de erros e desmandos.

 

O novo rebaixamento, se ocorrer, será consequência de uma crise política iniciada quando o País começava a sair da pior recessão registrada em sua história republicana e o governo avançava, embora com muita dificuldade, na recuperação das finanças públicas.

 

Alguns parlamentares mostram alguma percepção dos perigos econômicos associados à crise política. É preciso, segundo esses deputados e senadores, manter a tramitação de projetos de reformas e também de medidas importantes por seus efeitos imediatos.

 

A Fitch, outra grande agência de classificação, chamou a atenção para o risco de perdas consideráveis, se houver atraso na aprovação do socorro a Estados em crise financeira, em especial àqueles mais afetados por problemas previdenciários. Num contexto diferente, uma diretora da Fitch, Glaucia Calp, comentou em tom positivo a mudança de critérios no programa de parcerias para o setor de infraestrutura. Os novos critérios, mais compatíveis com os do mercado, são um avanço, segundo ela, em relação aos do governo anterior.

 

Mas esse avanço será inútil, se os desdobramentos da crise política paralisarem a retomada de obras do setor público. Quanto menor a atenção dos políticos a riscos desse tipo, tanto maior o perigo de recaída na recessão. Para eles o custo será infinitamente menor do que para os milhões de pessoas necessitadas de emprego.

Coffee News

Home Logo01
Home Logo02
Home Logo03
Home Logo04
Catho
Up Plan Logo 02