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21/05/2017 | Temer coloca reformas de lado e se dedica a 'sobreviver' no Congresso - Folha de S.Paulo

MARINA DIAS
BRUNO BOGHOSSIAN
GUSTAVO URIBE
DANIEL CARVALHO
DE BRASÍLIA
21/05/2017  02h00

Quando decidiu enfrentar a crise e não renunciar à Presidência da República, Michel Temer deixou em segundo plano um pretenso legado reformista e reduziu seu governo a uma estratégia básica de sobrevivência no cargo.

No fim da tarde de quinta-feira (18), ao dizer que não deixaria o gabinete presidencial, Temer deu a senha de que confrontaria o processo, apesar dos custos políticos que isso traria à sua imagem e à de seu governo.

Com o Planalto ancorado no apoio do Congresso, o presidente percebeu que as acusações reveladas na delação da JBS devem corroer sua ampla maioria legislativa. Os 308 votos necessários na Câmara para aprovar a reforma da Previdência passaram a ser um objetivo distante.

A avaliação de auxiliares do peemedebista é de que o governo precisa reorganizar a coalizão na base do "arroz com feijão" -ou seja, com apoio sistemático de 250 deputados, e não mais dos 330 tidos como fiéis antes da crise que assolou o Planalto.

Com uma maioria mais enxuta na Câmara, composta por cerca de 250 dos 513 deputados, Temer conseguiria aprovar projetos de lei e medidas provisórias e, assim, continuar governando.

Assim que a crise estourou, antes mesmo que os detalhes da delação fossem revelados, Temer se apressou em conter defecções na aliança. Seu foco foi o PSDB, que convocou para este domingo (22) uma reunião para discutir se continua com Temer.

Se, por ora, ganhou fôlego com os tucanos, ele não conteve o PSB, sétima maior bancada na Câmara, com 35 deputados. No sábado (20), o partido que comanda o ministério de Minas e Energia decidiu deixar a base e pedir a renúncia de Temer. Manteve, por ora, os cargos no governo.

O presidente vai agora agir para evitar um efeito cascata. É consenso que a saída do PSDB levaria ao desembarque em massa de outras siglas. Nesse cenário, o governo estaria acabado.

Apesar do esforço, aliados estão pessimistas quanto ao sucesso da costura de votos para fazer avançar sua pauta legislativa. Já há quem diga, mesmo no Planalto, que o peemedebista não tem saída e que sua escolha de tentar se segurar no cargo, com uma agenda mais modesta, será insuficiente para se salvar.

ALTERNATIVAS

Investigado por corrupção, obstrução de Justiça e organização criminosa, Temer foi pressionado por aliados a renunciar, em uma tentativa de influenciar a própria sucessão, via eleição indireta.

A análise de que seu governo estaria inviabilizado sem a aprovação das reformas fez com que ministros e parlamentares discutissem dois nomes para concluir o mandato até 2018: o do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ou o do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD). Quem freou a ideia foram Moreira Franco (Secretaria-Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil). Assim como Temer, ambos são investigados e precisam do foro privilegiado que os cargos lhe conferem.

Aliados do presidente acreditam que, caso ele insista em enfrentar um desgaste incontornável no cargo, o Tribunal Superior Eleitoral tende a cassar seu mandato ao julgar a chapa Dilma-Temer.

A avaliação do Planalto é a de que, sob pressão de partidos, do mercado e da opinião pública, os ministros da corte decidiriam pela interrupção do mandato, em busca de um governo que recupere a estabilidade política. 

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