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16/05/2017 | Pobre chefe cruel - O Estado de S.Paulo

Quando se fala de alguém “embalado pelo poder”, vem logo à ideia que essa pessoa se sinta bem com os abusos que espalha a sua volta. Seria o caso do chefe que fica feliz em distribuir trabalho extra logo antes do fim de semana, ou do gerente que entra em transe ao berrar com subordinados.

Um novo estudo, porém, publicado pelo Academy of Management Journal, concluiu que o comportamento explosivo de um chefe, ou o hábito de outro de ridicularizar subordinados, também faz os abusadores se sentirem mal. Trevor Foulk, professor na Universidade da Flórida (prestes a se transferir para a escola de negócios da Universidade de Maryland), diz que a maioria dos estudos sobre poder psicológico – ramo da psicologia que mede quão poderosos nos sentimos – avalia apenas como as vítimas são afetadas por esse poder. “A história geralmente para aí”, disse ele. “Agora, reavaliando o roteiro, percebemos que quando as pessoas se sentem poderosas e abusam desse poder, isso também não faz bem a elas.”

Foulk estudou executivos que ocupam posições de mando durante seu trabalho diário, em cargos de vice-presidentes ou diretores de operações. Diariamente, durante duas semanas, os 108 alvos do estudo responderam a três enquetes. A primeira, de manhã, geralmente incluía o que Foulk chama de manipulação de poder – um exercício destinado a fazer com que as pessoas se sintam mais poderosas. Os executivos tinham, por exemplo, de escrever sobre um tempo no qual se sentiram com poder, ou completar frases usando palavras fortes. Uma parte dos estudados não recebia esse “impulso de poder” na enquete matinal.

À tarde, os 108 respondiam a outra enquete, sobre seu comportamento durante o trabalho – gritavam com membros da equipe? Debochavam dos outros? Achavam que os outros eram hostis com eles? Por último, numa enquete à noite, tinham de responder se se consideravam competentes, respeitados, se tinham autocontrole, se conseguiam relaxar quando estavam em casa, etc.

Conclusões: aqueles que pela manhã eram instigados a se sentir poderosos assumiam comportamento mais agressivos durante todo o dia e achavam que os colegas eram inamistosos com eles – mas também tendiam a sentir-se mal consigo mesmos e estavam menos relaxados no fim do dia. “Sentiam-se menos realizados”, disse Foulk, e também se saíam mal em indicadores como competência e autonomia. “Quando se trata de abuso de poder pensamos sempre em vítimas, mas todos os envolvidos sofrem”, afirmou o pesquisador.

Uma exceção à regra, segundo Foulk, foram os chefes que pontuaram alto num quesito considerado um dos principais atributos psicológicos: ser agradável. Eles se mostraram menos afetados pelas manipulações embutidas nas pesquisas.

“Mesmo quando se sentiam poderosos, eram menos inclinados a tripudiar sobre os outros ou a se sentir agredidos”, disse Foulk. “Isso ressalta a importância de se ter líderes agradáveis. Todos se sentem melhor com isso, incluindo os líderes.” Líderes simpáticos freiam o avanço de sentimentos negativos que resultam de comportamento abusivo e afetam tanto vítimas como abusadores, disse Foulk.

Em outras palavras, segundo Foulk, todos se beneficiam se a empresa contratar somente pessoas que tenham mais empatia, sejam mais cooperativas e gostem de ajudar os outros. Pensem nisso.

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