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16/05/2017 | Mercado de trabalho formal gera quase 60 mil vagas em abril - O Globo

Abril e fevereiro foram meses com criação de vagas em 2017

POR GERALDA DOCA

16/05/2017 10:27 / atualizado 16/05/2017 10:48

BRASÍLIA - O mercado formal de trabalho voltou a contratar em abril e registrou no mês saldo líquido (admissões menos demissões) positivo de 59.856 postos. No mesmo período do ano passado, o resultado foi negativo com 62.844 contratações. Esse foi o segundo mês de geração de empregos em 2017. Em fevereiro foram abertas 35.612 vagas, mas em março houve queda. A abertura de vagas em fevereiro foi a primeira depois de 22 meses sem novos postos de trabalho.

Com isso, no primeiro quadrimestre de 2017, o número de desligamentos baixou para 933 postos — o que representa praticamente uma estabilidade no estoque de empregos existente em dezembro, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

Com exceção da construção civil, que registrou saldo negativo de 1.760 postos, todos os setores importantes da economia contrataram em abril, com destaque para serviços, que respondeu por 24.712 empregos. Na avaliação do Ministério, este resultado mostra uma reversão do desemprego no segmento, que havia registrado saldo negativo de 9.937 em abril do ano passado.

O nível do emprego também subiu na agricultura, que abriu 14.648 vagas em abril. Também registram saldos positivos a indústria de transformação, com 13.689 empregos e o comércio, com 5.327 postos. Estes dois últimos tinham registrados resultados negativos no mesmo período do ano passado.

Os três estados que mais contrataram em abril foram São Paulo (30.227); Minas Gerais (14.818) e Bahia (7.192). Novamente, o Rio registrou saldo negativo de 2.554 postos, devido principalmente às atividades relacionadas a serviços.

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, disse que o mercado formal de trabalho começa a deixar para trás os resultados negativos e que a expectativa é que o país volte a gerar empregos em maio. Segundo o ministro, outros indicadores econômicos, como a prévia do Produto Interno Bruto - PIB no primeiro trimestre, divulgado ontem pelo Banco Central, apontam nessa direção.

- Em 2015, o país perdeu 1,5 milhão de empregos; em 2016, mais 1,3 milhão. Então há o que comemorar - disse o ministro, acrescentando que sete dos oito setores relevantes da economia registram saldos positivos em abril.

 

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