• Sindeprestem patrocina 37º FÓRUM GERH
  • BRASIL RETOMA POTENCIAL DE INVESTIMENTO COM NOVAS LEIS TRABALHISTAS
  • LANÇAMENTO DO LIVRO “TERCEIRIZAÇÃO, UMA ABORDAGEM ESTRATÉGICA” REÚNE CONVIDADOS EM NOITE DE AUTÓGRAFOS
  • SETOR DE SERVIÇOS ALERTA CASA CIVIL E MINISTÉRIO DO TRABALHO  PARA INTERFERÊNCIAS NA REFORMA TRABALHISTA
  • HIGIEXPO 2017
  • Download Cartilha sobre Lei 13.429/2017
  • Banner Homenagem Relator
  • FENASERHTT diz ser contra MP da Reforma Trabalhista em Audiência com Ministro Ronaldo Nogueira
  • LEI13467
  • comunicado_vander
  • Palestra Explicativa sobre a Medida Provisória nº 783/2017
  • fórum cebrasse
  • Vander Morales representa Brasil em palestra no Uruguai
  • Wec50anos
  • DECISÃO FAVORÁVEL : FENASERHTT CONSEGUE EXCLUSÃO DO ISS DA BASE DE CÁLCULO DE PIS/COFINS
  • 2910x450 Banner Bombeiro Civil Cartilha Sindeprestem
  • Pl 4302 1998 Agora E Lei 13429 2017
  • Sindeprestem Institucional
  • Benefício Social Familiar
  • 26anos Novo

09/05/2017 | Incerteza sobre reformas inibe aposta de estrangeiro no Brasil - Valor Econômico

A perda de fôlego dos ativos domésticos nas últimas semanas envia uma mensagem de cautela aos otimistas com o Brasil. Mesmo a aprovação na semana passada do texto-base da reforma da Previdência não consegue impedir que o real se deprecie a mínimas desde janeiro. Ontem, o dólar subiu 0,68%, a R$ 3,1964. A percepção é que serão necessárias muito mais do que vitórias pontuais do governo para levar a uma nova rodada de compra no mercado de renda fixa e câmbio doméstico. A Pimco, que gere US$ 1,51 trilhão em ativos, ainda vê as mudanças no país com bons olhos, mas não chega a recomendar mais compra de papéis brasileiros. O Credit Suisse segue "neutro" no real, mas chama atenção para o fato de o dólar ter alcançado os R$ 3,20 "muito antes" que o estimado. O Société Générale diz que os preços dos ativos brasileiros parecem "caros" e que a história positiva sozinha é insuficiente para superar o aumento de preocupações de ordem global.

A correção do câmbio e dos juros ficou mais visível a partir de abril. Não por acaso, nesse mês cresceram ruídos em torno da capacidade do governo de obter a aprovação da reforma da Previdência. Após muito vaivém, na semana passada a comissão especial aprovou o texto-base da reforma, mas que teve seu efeito diluído em cerca de 30%, segundo cálculos de instituições como Itaú Unibanco e Bradesco.

Operadores têm relatado diariamente uma presença tímida de estrangeiros nos negócios, o que reforça a percepção de que esse grupo ainda tem mais observado o mercado do que participado dele.

Na semana passada, Lupin Rahman, chefe global de crédito soberano da Pimco, e Ismael Orenstein - gestor de renda fixa da instituição, destacaram o caminho do Brasil na direção de taxas mais baixas de juros. Ambos não deixaram de fazer ressalvas à perspectiva para o Brasil, entre elas a impopularidade das propostas de reforma fiscal e os escândalos de corrupção, além dos riscos voltados às eleições de 2018. A resistência às medidas - não só da população, mas também de parte da base aliada do presidente Michel Temer - esfria o otimismo do estrategista de câmbio do Credit Suisse, Alvise Marino, baseado em Nova York. Para ele, a aprovação na semana passada do parecer da reforma foi um elemento positivo, mas apenas necessário para sustentar a visão "muito benigna" que o mercado local tem mantido. "Há um posicionamento concentrado em real que dificulta um rali extra da moeda sem uma notícia de maior peso." Marino previa que o dólar alcançasse R$ 3,20 apenas nos próximos três meses. Ontem, no entanto, a moeda chegou a ser negociada a R$ 3,2054.

A performance mais fraca, porém, não é exclusiva dos ativos domésticos. Desde o fim de março o real perde 2%, mesma variação do peso mexicano. O rand sul-africano recua 1,4% no período e o rublo russo cede 3,4%.  O que esse comparativo deixa claro é que, diferentemente de meses anteriores, a falta de surpresas positivas sobre o ajuste fiscal deixou o câmbio local mais suscetível ao movimento externo.

A recente onda de vendas nas commodities amplia as dúvidas sobre mais espaço para rali em emergentes, o que por tabela se estende aos negócios locais. A sensibilidade do câmbio aos movimentos do petróleo cresce à medida que os preços do barril ameaçam o nível de US$ 45, diz Mark Ozerov, do Goldman Sachs.

Regis Chatellier, estrategista global sênior de crédito para mercados emergentes do Société Générale em Londres, relata que clientes não têm ampliado o interesse em Brasil nas últimas semanas. "O Brasil não tem sido o queridinho neste momento", diz, citando que a dinâmica do estrangeiro sobre o país tem sido a de "esperar para ver". 

Chatellier diz que a aprovação definitiva da reforma da Previdência seria o evento a dar novo impulso aos ativos, mas dificilmente na magnitude que se viu no ano passado, quando ocorreu um rali de recuperação após o tombo de 2015. O real subiu 21% no ano passado, após recuar 33% em 2015. Em 2017, a moeda avança apenas 1,7%. 

Hoje, os mercados devem monitorar a votação dos destaques do projeto da reforma da Previdência. Também está no radar a leitura de abril do IGP-DI. O Bradesco projeta queda de 1,05% sobre março, puxada por declínio nos preços dos produtos agrícolas e do minério de ferro. Ontem, a curva de juros continuou indicando cerca de 37% de chance de corte além de 1 ponto percentual no encontro do Copom de maio.

Coffee News

Home Logo01
Home Logo02
Home Logo03
Home Logo04
Catho
Up Plan Logo 02