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06/05/2017 | A exportação emprega - O Estado de S.Paulo

EDITORIAL

Com exportação de US$ 68,1 bilhões e superávit de US$ 21,4 bilhões até abril, o comércio exterior tem ajudado a criar melhores condições de emprego, num cenário marcado por desocupação elevada e produção e consumo ainda em marcha lenta, depois de dois anos de funda recessão. As contratações foram mais numerosas que as demissões, no primeiro trimestre, em 13 de 25 segmentos monitorados no Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), atualizado mensalmente pelo Ministério do Trabalho. Exportar é parte da atividade nessas 13 áreas. O grupo inclui, além do agronegócio, indústrias de calçados, de material de transporte, de tecidos e roupas, de material elétrico e de equipamentos mecânicos, entre outras. O saldo geral de admissões e demissões contabilizadas no Caged ainda foi negativo, entre janeiro e março, mas o resultado, com o fechamento de 64,6 mil vagas, foi bem menos sombrio que o de um ano antes, quando 303,1 mil postos com carteira assinada foram liquidados.

“A indústria foi o primeiro segmento a fazer o ajuste no emprego e agora começa a se recuperar”, comentou o economista Fabio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), ao analisar os números do Ministério do Trabalho. Os exportadores de produtos básicos, tanto agropecuários como minerais, foram beneficiados pelas condições da demanda externa e pela melhora dos preços internacionais, depois de um período de cotações bem menos favoráveis.

Os três grandes grupos de produtos – básicos, semimanufaturados e manufaturados – proporcionaram receitas maiores que as acumuladas entre janeiro e abril do ano passado. O maior aumento foi o do primeiro grupo (32,1%, para US$ 33,2 bilhões), mas as vendas de bens primários há vários anos vêm sustentando a receita comercial de dólares. Dentro desse grupo se destaca o agronegócio. Esse tem sido por muito tempo o setor mais competitivo do Brasil e mantém essa posição. Do ponto de vista da evolução da economia na saída da recessão, o dado mais interessante, no entanto, é provavelmente a expansão das vendas externas de manufaturados.

Até abril essas vendas totalizaram US$ 24 bilhões, valor 12% maior que o de um ano antes. O aumento foi liderado pelos segmentos de óleos combustíveis (220,2%), veículos de carga (75,8%), açúcar refinado (59,9%), carros de passageiros (48,6%), laminados planos (21,5%), máquinas para terraplenagem (17%) e calçados (14,4%). As importações de bens intermediários, destinados à produção, chegaram a US$ 29,6 bilhões e foram 16,2% maiores que as de janeiro a abril do ano passado. Essa expansão parece mais um indicador de retomada – ou de expectativa de retomada – da atividade produtiva. Mas a reativação apenas começa e as compras de máquinas e equipamentos produzidos no exterior ainda ficaram em US$ 4,8 bilhões, com redução de 19% em relação aos resultados de 2016.

De toda forma, a melhora das condições de emprego em segmentos da indústria parece harmonizar-se com o crescimento da exportação de manufaturados. O bom desempenho do agronegócio, tanto na exportação como na produção, também contribui para o aumento do emprego. É especialmente importante a demanda de insumos agrícolas e de equipamentos para o campo, estimulada pelas condições favoráveis do setor.

O aumento das vendas externas de manufaturados começou a consolidar-se recentemente, depois de anos de queda. Em 2015, o valor exportado pela indústria de transformação foi 9,25% menor que o do ano anterior. Em 2014, a queda havia sido de 13,7%. No ano passado alternaram-se os dados positivos e negativos e as contas de 2016 foram fechadas com um modesto aumento de 1,5% em relação ao total faturado em 2015. A recuperação acentuou-se em 2017. A reação das exportações de manufaturados favorece a abertura de vagas para profissionais qualificados ou em condições de receber treinamento. Favorece, portanto, a criação de empregos de qualidade e esse é um dado especialmente positivo.

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