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03/05/2017 | Quem vai pagar a conta? - O Estado de S.Paulo

Na contagem de votos para a aprovação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, a greve geral do dia 28 de abril e as manifestações do Dia do Trabalhador pouco mudaram as expectativas dos investidores: o mercado segue esperançoso quanto à capacidade do governo em conseguir os 308 votos necessários para aprovar as mudanças na concessão de aposentadorias e de outros benefícios.

É isso que indicam as taxas de juros futuros, a cotação do dólar e a Bovespa. A questão, no entanto, é que o presidente Michel Temer não vai querer ser derrotado numa votação tão emblemática para o seu governo como a reforma da Previdência.

Se, de um lado, está no preço dos ativos essa aprovação, de outro, o mercado não embutiu o risco de que, para Temer não sofrer um revés que marcará sua gestão, o governo faça concessões inimagináveis ao texto da reforma até a sua votação final no Congresso.

Todavia, a avaliação no curto prazo do mercado financeiro foi de que a adesão aos protestos ao longo do feriadão, em termos de números de pessoas de diferentes camadas da população, foi insuficiente para colocar pressão contra a reforma sobre os parlamentares.

A paralisação de atividades fundamentais, como o transporte público, pelos manifestantes foi bem-sucedida. Mas, na visão de investidores, a mobilização de sindicatos e de outros movimentos sociais não levou às ruas o mesmo número de pessoas contra as reformas em comparação aos protestos a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, por exemplo.

Isso não quer dizer que os deputados se sintam livres da pressão de eleitores para votar contra a reforma da Previdência. Segundo pesquisa do Datafolha, 71% dos brasileiros são contra a reforma. De olho nas eleições de 2018, quem quer se reeleger não deve contrariar o desejo dos que vão às urnas, não obstante os argumentos do governo de que, sem a reforma, a retomada da economia pode ser abortada e as contas públicas podem entrar em colapso nos próximos anos.

A reforma da Previdência entra numa semana importante na Câmara, quando começa a votação na comissão especial do relatório de Arthur Maia (PPS-BA). Não somente o placar nessa comissão será levado em conta, como também a temperatura sobre possíveis novos recuos do governo no texto da reforma até a votação no plenário da Câmara.

Há analistas que estimaram que as concessões feitas pelo governo na elaboração do relatório de Arthur Maia diluíram em até 40% o potencial do que se seria economizado com os gastos previdenciários em dez anos, projetado em R$ 800 bilhões pela proposta original da reforma enviada ao Congresso.

Todavia, muitos analistas calcularam que a diluição ficou entre 25% e 30%, reverberando interpretação de integrantes do governo. Isso pode até ser verdade para um prazo de dez anos, mas num horizonte de 30 anos, por exemplo, o porcentual de diluição está mais próximo das estimativas pessimistas.

A verdade é que novos recuos não serão bem recebidos, mesmo com o mercado disposto a aceitar uma reforma que, ao menos, produza 50% dos resultados projetados inicialmente pelo governo. Se o desfecho for uma economia de metade do previsto originalmente, os investidores ficarão satisfeitos com o Brasil, mesmo que um novo ajuste na Previdência seja necessário em alguns anos, pois isso ainda abrirá espaço para, por exemplo, o Banco Central cortar os juros básicos agressivamente ao longo deste ano.

Nas contas dos investidores, uma reforma da Previdência que produza metade dos resultados é melhor do que nada e, para o Brasil, pensar neste problema a partir de 2019, com um novo presidente da República, um novo ministro da Fazenda e um novo chefe do Banco Central, já é considerado longo prazo.

Mas, se os recuos na negociação da reforma até a sua votação final no Congresso corroerem o potencial de economia para além de 50%, daí o problema fica ainda na conta do Temer e desta gestão do Banco Central.

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