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06/09/2018 | Pagamento do PIS e adiantamento do 13º vão injetar R$ 60 bi na economia - O Globo

Depois de um início de ano com queda nas vendas e inadimplência em alta, o comércio espera um segundo semestre melhor, impulsionado pelos estímulos pontuais do pagamento do PIS/Pasep e do adiantamento do 13º salário para aposentados do INSS. Juntos, eles somam R$ 60 bilhões, que serão pagos até o fim deste mês.

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) estima que, do total de R$ 39 bilhões previstos com os saques do PIS/Pasep, cerca de R$ 10,3 bilhões devem ir diretamente para o varejo, ajudando a recuperação das vendas. Já a primeira parcela do 13º salário dos cerca de 29 milhões de aposentados e pensionistas somam R$ 20,7 bilhões.

Mesmo sem otimismo exagerado, alguns setores fazem projeções positivas para o segundo semestre. A taxa de crescimento do faturamento do comércio eletrônico, por exemplo, deve voltar ao patamar de dois dígitos este ano pela primeira vez desde 2015. Com datas importantes, como Black Friday e Natal, a expectativa é que as vendas cresçam 12% e atinjam R$ 53,4 bilhões, segundo o relatório Webshoppers, da Ebit/Nielsen. O tíquete médio de compras dos consumidores deve subir de R$ 429, em 2017, para R$ 445 este ano.

Os lojistas de shoppings também esperam um desempenho até 9% superior ao do ano passado, segundo a Alshop, associação que representa 45 mil lojistas de 150 shoppings.

- Esperamos um alento nas vendas. Os recursos do PIS/Pasep ajudam, mas as eleições acabam sendo um complicador, porque muita gente acaba adiando a decisão de consumo. Mesmo assim, esperamos um crescimento entre 8% e 9% das vendas neste ano em relação a 2017 — diz o diretor de Relações Institucionais da Alshop, Luís Augusto Ildefonso.

No ano passado, as vendas em shoppings atingiram R$ 147,5 bilhões, um aumento nominal de 5% sobre 2016.

EFEITO A LONGO PRAZO

A ajuda extra deve se refletir ainda na redução dos índices de calote, dizem empresas de análise de crédito. O movimento já foi verificado pelo Serasa Experian. Segundo o economista da instituição Luiz Rabi, o nível de inadimplência, que subiu durante seis meses seguidos neste ano, caiu pela primeira vez em julho. Passou do volume recorde histórico de junho de 61,8 milhões de inadimplentes para 61,6 milhões em julho.

- Essa redução já pode ser um impacto do PIS/Pasep. Com a entrada agora do 13º salário, a tendência é a inadimplência cair até dezembro e janeiro. Mas esse número pode voltar a subir depois, já que o desemprego continua alto e sem perspectiva de melhora - comentou Rabi.

Mesmo acreditando que muita gente usará os recursos extraordinários para quitar dívidas em atraso, a expectativa da Fecomércio-SP é que o varejo no Estado de São Paulo, que representa 32% do comércio no país, movimente R$ 670,4 bilhões este ano, frente aos R$ 644 bilhões de 2017.

De acordo com Alessandra Ribeiro, economista da Tendências, a liberação dos recursos do PIS/Pasep tem um efeito pontual na melhora do consumo das famílias, uma vez que a quantia paga aos trabalhadores é pequena. Entretanto, diz ela, o efeito a longo prazo pode vir, se a pessoa usar o dinheiro para pagar dívidas:

- Caso o trabalhador use a quantia para quitar dívidas, o dinheiro que for entrando depois poderá ser gasto no consumo.

Nesta quarta-feira, a CNC apontou que o percentual de famílias que decidiram tomar crédito em agosto subiu para 60,7%, ante 59,6% em julho. O avanço, afirma a economista da CNC Marianne Hanson, reflete uma leve melhora do ambiente econômico ao longo deste ano, puxada pela inflação e pelos juros baixos:

- O juro baixo impulsiona o crédito, sobretudo de bens duráveis, que estão com preços menores neste ano. Mas ainda vemos que há potencial de crescimento do crédito, já que ainda há pessoas cautelosas, esperando o fim das eleições. Isso já se refletiu na redução da inadimplência em relação ao ano passado, que estava em 10,6% e, neste ano, está em 9,8%.

NATAL ANTECIPADO

A aposentada Adma Chatack aproveitou que recebeu o adiantamento do 13º salário para fazer compras na Saara, área de comércio popular no Centro do Rio. Adma procurava material para artigos manuais, mas acabou levando bermudas e adiantou as compras do Dia das Crianças e do Natal.

- Quanto mais cedo comprar, mais economizo. O 13º e o PIS são estímulos para a economia. Todo mundo aproveita - comenta a bancária aposentada.

Apostando nas compras antecipadas, a loja Caçula, na Rua Buenos Aires, entrou no clima natalino desde a última segunda-feira.

 

- O comércio começa a aquecer exatamente na primeira semana de setembro. Essa semana tem um feriado, então vai dar uma quebrada. Mas, a partir do dia 10, começa a melhorar - conta a gerente da loja, Elizabeth Streng.

 

Dona de uma empresa que faz festas de piquenique há dois anos, Érica Carvalho foi à Saara comprar artigos de decoração, como de costume, mas acabou levando um gorro de Papai Noel e óculos com a temática natalina.

 

- Já estou aproveitando e dando uma olhada nos artigos de Natal. É o tempo de comprar. Não acho maluquice as pessoas comprarem esses produtos tão cedo. Tenho clientes que vão fazer a festa do filho só em junho de 2019, mas já fecharam o pacote comigo, influenciados pelo adiantamento do 13º e do PIS/Pasep - conta Érica.

 

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