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06/09/2018 |Crise de emergentes afeta país, mas eleição é o grande evento, diz Guardia - Valor Econômico

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse que a volatilidade da taxa de câmbio vai continuar até o desfecho das eleições de outubro. Para ele, apesar da crise que afeta os países emergentes - que estão sofrendo as consequências da normalização das condições monetárias nos Estados Unidos - "o grande divisor de águas", no caso do Brasil, serão as eleições de outubro. Se o novo presidente da República se desviar do caminho das reformas, no qual a reforma da Previdência é apenas o começo, será muito difícil o país continuar crescendo, avalia ele.

"Estamos próximos de uma definição. Eu tenho convicção de que se o Brasil se afastar das reformas será muito difícil o país continuar crescendo. O mercado sabe disso e está olhando para onde vamos", disse.

Paralelamente às incertezas eleitorais no Brasil, há um movimento de valorização do dólar no mundo, decorrente da normalização da política monetária nos Estados Unidos e da guerra comercial deflagrada pela gestão de Donald Trump.

Nas economias emergentes têm os países com problemas de forte desequilíbrio no balanço de pagamento, como a Turquia e a Argentina, os dois grandes exemplos, e outros como a Indonésia e a África do Sul, sendo que nesse último o agravante é que a economia está com problema de crescimento. "Esses países, neste momento, estão sofrendo brutalmente", disse Guardia.

"Quando começa esse tipo de movimento, todos os emergentes tendem a sofrer. O que diferencia as economias são os fundamentos", explica o ministro.

O Brasil está com as contas externas muito bem ajustadas. Tem reservas cambiais de US$ 380 bilhões e déficit em conta corrente do balanço de pagamentos de apenas 0,7% do PIB. Não tem dívida externa nem está com a dívida interna dolarizada.

Nas eleições de 2002, o Brasil não tinha reservas cambiais, tinha uma situação fiscal melhor do que hoje, mas dispunha de um caixa de somente R$ 36 bilhões. Hoje esse colchão de liquidez é de quase R$ 800 bilhões (contando com o resultado do Banco Central), adiantou Guardia.

"Os emergentes estão sofrendo, e o Brasil está nisso, mas o nosso problema fundamental é o fiscal. Vínhamos em um caminho de ajuste com as reformas. Aprovamos o teto do gasto, a reforma trabalhista, a substituição da TJLP pela Taxa de Longo Prazo (TLP)", assinala.

Os mercados, agora, olham para o país e veem que o novo governo poderá seguir dois rumos. Se continuar nas reformas, o teto do gasto será crível, o ajuste será feito gradualmente e de forma consistente, a dívida será sustentável e o Brasil voltará a crescer, diz o ministro. O outro caminho é o da negação do processo de reformas e da estagnação.

"Já tivemos uma crise econômica, cometemos todos os erros que podíamos cometer, vimos que dá errado e vamos ter que decidir se vamos para o caminho certo ou não. Temos 13 milhões de desempregados pagando os erros do passado", ressaltou.

O ministro da Fazenda acredita que o Brasil tem uma condição muito melhor do que os outros emergentes de enfrentar esse novo período, caracterizado pelo ajuste da política monetária americana, por conta das contas externas bem ajustadas. "O que vai fazer diferença é se vamos arrumar ou não o fiscal", ressalta Guardia.

Assim, a volatilidade do mercado de ativos financeiros vai continuar até as eleições de outubro, prevê Guardia. Depois delas, tudo vai depender de quem sairá vitorioso e o que vai dizer. "Estão todos esperando".

No mês passado as economias emergentes tiveram desvalorização de suas moedas em relação ao dólar. O real foi uma das moedas que teve maior depreciação em agosto, ficando atrás somente das moedas da Argentina (peso), da Turquia (lira) e da África do Sul (rand). Para o ministro da Fazenda, isso "reflete as incertezas eleitorais".

 

Guardia esteve ontem com os presidentes dos cinco maiores bancos do país que, mais tarde, se encontraram com o presidente Michel Temer para tratar da contribuição para a recuperação do Museu Nacional do Rio de Janeiro, destruído em um incêndio. O ministro disse que o encontro com os banqueiros não tinha uma pauta pré definida. Foi uma conversa geral sobre a conjuntura, disse ele.

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