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01/09/2018 | País precisa crescer no mínimo 2% ao ano para recuperar empregos - O Globo

A recuperação mais lenta do que o esperado da economia, com avanço de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, afeta principalmente os 27,6 milhões de brasileiros para os quais ainda falta trabalho. Especialistas indicam que o crescimento precisaria ser de, no mínimo, 2% ao ano para que o contingente de desempregados, subocupados e desalentados (aqueles que desistiram de procurar uma vaga) começasse a ser absorvido pela economia.

- É um cálculo complicado de ser feito, porém, em linhas gerais, crescimento a partir de 2% já seria suficiente para que o país entrasse em uma trajetória favorável em relação à criação de emprego - indica Luis Otávio Leal, economista-chefe do Banco ABC Brasil. - Utilizo esse percentual porque foi o crescimento do quarto trimestre de 2017, na comparação com o ano anterior, momento no qual houve queda significativa da taxa de desemprego, e o mercado passou a ter uma projeção otimista do futuro do país.

Já para José Francisco Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, o crescimento precisa ser de 3%:

- É difícil precisar exatamente quanto a economia deveria crescer para dar conta de todo o desemprego, mas, dados o tamanho e a complexidade da economia brasileira, seria muito difícil conseguirmos sem crescer pelo menos 3% ao ano.

Gonçalves, entretanto, está pessimista com a recuperação do emprego:

- O indicador deve fechar o ano com uma melhora muito pequena e, no ano que vem, levará tempo para ganhar tração. Isso porque os investimentos não devem dar um salto já no primeiro semestre e, sem ele, é difícil haver geração importante de empregos.

REAÇÃO LIMITADA

A importância da retomada do emprego é traduzida no consumo das famílias, uma das alavancas do PIB. No segundo trimestre de 2018, este indicador teve alta de 1,7% na comparação com igual período de 2017. Entretanto, houve desaceleração quando se observa o resultado do primeiro trimestre deste ano, que, ante mesmo período do ano anterior, havia registrado alta de 2,8%.

- O consumo das famílias é um importante componente do PIB. Como o mercado de trabalho perdeu tração no Brasil, o ritmo modesto da criação de empregos limita a reação do consumo, o que influencia os resultados fracos da economia - explica Alessandra Ribeiro, economista da Tendências Consultoria. - Para crescermos, é necessário melhorar a criação de vagas.

Do primeiro para o segundo trimestre deste ano, o consumo das famílias ficou estável, em 0,1%.

Desempregada há três anos, Sandra Oliveira é um exemplo de como o desemprego impacta o consumo das famílias. Sem uma renda mensal fixa, ela se viu obrigada a cortar gastos:

- Antes de perder o emprego, ia com minha família ao shopping, fazia compras. Atualmente, não tenho mais esse tipo de despesa. Ficar desempregada me afastou dos gastos supérfluos. E, mesmo que eu consiga uma recolocação, vou continuar segurando o orçamento. Nunca sabemos o dia de amanhã — afirma.

 

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