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31/08/2018 | Contratação formal aumenta, mas desempregados ainda somam 12,9 milhões - Valor Econômico

O Brasil tem 12,9 milhões de desempregados, mas o mercado de trabalho mostrou alguns dados positivos no trimestre encerrado em julho, segundo a Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Houve melhora de composição na criação de vagas, com aumento no emprego formal, na comparação com o trimestre terminado em abril, um respiro no processo de precarização que tem sido intenso desde o ano passado.

É incerto, porém, se o movimento pode se sustentar nos próximos meses e, mesmo que ganhe tração, a reversão total do quadro tende a demorar, segundo analistas. Somente o setor privado cortou 4 milhões de vagas com carteira assinada ao longo da crise.

"Enquanto em outros meses houve sucessivos resultados abaixo do esperado no emprego com carteira, parece que estamos vendo agora uma reação", afirma Tiago Barreira, consultor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Entre os trimestres encerrados em abril e julho, o total de postos de trabalho formais no setor privado cresceu 0,8%, o maior percentual desde junho de 2014. Na comparação interanual, porém, ainda há queda: 1,1%.

Segundo a Pnad, o mercado de trabalho absorveu 928 mil trabalhadores no trimestre encerrado em julho, o que corresponde a um crescimento de 1% frente ao trimestre até abril. Dessas vagas, 748 mil foram inserções formais, com carteira de trabalho assinada, CNPJ ou no setor público.

Das ocupações formais, a maior geração ocorreu na administração pública: 284 mil contratados. Destas, 210 mil foram sem carteira assinada. Isso não significa, porém, que se tratam de postos informais - são regimes específicos de contratações, como "cargos em comissão", segundo Cimar Azeredo, responsável pela pesquisa no IBGE.

O setor privado gerou 252 mil vagas com carteira de trabalho assinada no trimestre até julho. O número de trabalhador doméstico com carteira cresceu em 28 mil. Também aumentou o total de empregadores (72 mil) e conta própria com CNPJ (112 mil).

Para Azeredo, parte desse processo está relacionada ao período do ano. "Tem a ver com a sazonalidade, que é mais favorável a partir do segundo semestre. Mas é um resultado bem-vindo", disse. O IBGE informou ontem que a taxa de desemprego teve uma pequena queda entre os trimestres móveis encerrados em abril e julho, de 12,9% para 12,3%, como era esperado.

Apesar do efeito calendário, chamou atenção o fato de a criação de emprego ter sido suficiente para absorver o primeiro aumento da força de trabalho desde fevereiro. Significa que mais pessoas (383 mil) entraram no mercado em busca de um emprego, em vez de sair dele. 

A geração de vagas deu conta de absorver esse pessoal e ainda tirar outras 545 mil da condição de desempregadas. Nos trimestres anteriores, também houve queda do desemprego, com ajuda de uma força de trabalho menor. Ou seja, a taxa ficou menos pressionada por causa da saída de pessoas do mercado.

Apesar dos dados positivos, o Itaú Unibanco pondera que a atividade continua perdendo força, o que coloca uma perspectiva de queda lenta para o desemprego. "Houve aperto nas condições financeiras, com um cenário externo mais complexo para países emergentes e incertezas domésticas. Diversos indicadores de atividade econômica mostram um crescimento subjacente perdendo força, apesar desse bom resultado da Pnad Contínua mensal", escreveram os economistas Artur Manoel Passos e Alexandre Gomes da Cunha, em nota divulgada pela instituição.

Para Yan Cattani, da consultoria Pezco, o desemprego deve continuar sua queda lenta, mas pode ter uma composição melhor ao longo do segundo semestre, com mais posições formais que informais criadas. Para ele, há indícios de um crescimento, ainda que tímido, na formalização. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho, por exemplo, mostrou criação de emprego acima do esperado.

Quanto à renda, os trabalhadores tiveram perda real, de 0,5%, no trimestre até julho, em relação ao terminado em abril. Na comparação com o mesmo período de 2017, houve alta de 0,8%. Cinco atividades tiveram perda de renda. Na construção, o salário caiu 5%.

 

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