• Banner Palavra Do Presidente 02
  • Fatos & Notícias
  • Palavra do presidente
  • BOLETOS ON-LINE
  • app do sindeprestem
  • coffee news mudou para melhor
  • sindeprestem 2018
  • CONTRIBUIÇÃO PATRONAL 2018

31/08/2018 | Para especialistas, mercado de trabalho e crescimento econômico caminham juntos - O Globo

No trimestre encerrado em julho deste ano, o país tinha 12,9 milhões de pessoas desempregadas, ou seja, aquelas que procuram emprego mas não encontram. Esse número, embora ainda englobe um grande número de brasileiros, veio 3,4% menor do que aquele registrado em igual período do ano passado, 13,3 milhões. Por outro lado, o número de desalentados (pessoas que não procuram emprego) está na máxima da série histórica: 4,8 milhões de brasileiros: em um ano, houve aumento de 17% neste percentual.

Diante deste cenário, os especialistas indicam que o mercado de trabalho, embora de forma lenta e aquém do esperado, dá sinais de recuperação, e que os índices de emprego tendem a melhorar ao passo em que a situação econômica do país se recupere.

— Embora em um ritmo mais lendo do que o esperado, a retomada do mercado de trabalho não pode ser desprezada — indica Thaís Zara, economista-chefe da Rosenberg Associados. — Na leitura dos dados desta Pnad, precisamos lembrar que o trimestre encerrado em julho engloba o fim de maio e início de julho, período da greve dos caminhoneiros. Então, os números ainda podem ter algum reflexo deste período. Sendo assim, é possível que alguns dados, como o do total de desalentados, possa ter tido influência da paralisação, com pessoas desistindo da procura de vagas por acharem que nada conseguiriam naquele período.

Para Thiago Xavier, economista da Tendências Consultoria, a lenta retomada dos postos de trabalho no mercado brasileiro estão em conformidade com a lenta retomada do crescimento econômico.

— A melhora do mercado de trabalho está coerente com o ritmo de reação da atividade econômica brasileira. Uma economia que cresce pouco, gera poucas vagas de emprego. De toda forma, não podemos desprezar o fato de que a dificuldade em gerar postos formais possibilita que a informalidade seja a principal porta de entrada para aqueles que estão fora do mercado de trabalho — diz Xavier. — Existe uma expansão do contingente de ocupados, há sinais quantitativos de criação de vagas, porém, a maioria na informalidade.

A quantidade de brasileiros sem carteira assinada no trimestre encerrado em julho deste ano era de 11,1 milhões. No mesmo período de 2017, eram 10,7 milhões de trabalhadores nesta situação: alta de 3,8%, ou seja, em um ano, 368 mil pessoas passaram a trabalhar sem as garantias trabalhistas. Entretanto, quando é comparado julho de 2018 com o trimestre imediatamente anterior, encerrado em abril, houve estabilidade.

Na avaliação de Natalia Cotarelli, economista do banco ABC Brasil, em momentos de dificuldade econômica, há uma tendência de substituição do trabalho formal pelo informal, o que explica o crescimento do índice de trabalhadores nessa situação.

— Geralmente, esse número cresce porque o trabalhador perde o emprego e precisa achar outras formas de se manter. Isso é um cenário comum em épocas de crise como a que vivemos — conta.

Por sua vez, o número de trabalhadores por conta própria apresentou alta de 2,1% na comparação de julho deste ano com igual período de 2017. Já na comparação com o trimestre encerrado em abril, o indicador também ficou estável.

— A economia e o mercado de trabalho se influenciam mutualmente. Se a economia cresce pouco, a reação do mercado de trabalho é lenta. Como a demanda das empresas não está crescendo muito, o ímpeto de contratação é menor. Com um menor número de vagas abertas, o impulso na economia que pode ser traduzido pelo consumo das famílias acaba sendo limitado. É um ciclo, um fator influenciando no outro — indica Xavier, da Tendências.

Thaís, da Rosenberg, compartilha da mesa visão:

— Cenário econômico e mercado de trabalho se retroalimentam. Conforme uma recuperação na economia está em curso, o mercado de trabalho melhora, e vice-versa.

 

PUBLICIDADE

 

Na avaliação de Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista do Ibre/FGV, outro fator que contribui para a retomada do mercado de trabalho em um compasso ainda lento é o cenário de incerteza política.

 

— Esse ano, além da atividade econômica ter decepcionado, o país ainda passa por um período eleitoral turbulento, o que gera uma incerteza generalizada no mercado. A reversão nesse quadro de crescimento frágil vai se dar quando a incerteza acabar — diz Barbosa Filho. — A expectativa que existe, desde o começo, é de uma melhora no mercado de trabalho. Desde o começo do ano, temos previsão do crescimento de empregos com carteira assinada, e acredito que até o fim do ano esse cenário se concretize.

 

Coffee News

Home Logo01
Home Logo02
Home Logo03
Home Logo04
Catho
Up Plan Logo 02