• Fatos & Notícias
  • Palavra do presidente
  • BOLETOS ON-LINE
  • app do sindeprestem
  • coffee news mudou para melhor
  • sindeprestem 2018
  • CONTRIBUIÇÃO PATRONAL 2018

28/08/2018 | Empresários se unem por voto mais consciente e veem riscos em polarização - Valor Econômico

A polarização e os radicalismos dos extremos do espectro político podem trazer riscos institucionais e econômicos para o Brasil, na visão de alguns dos principais líderes do setor produtivo do país. Estes empresários evitam declarar em quem votarão e não traçam projeções sobre quem pode assumir a Presidência da República no ano que vem. Mas é consensual o pedido pela manutenção das reformas econômicas.

"Existem alguns radicalismos perigosos que podem representar um retrocesso para a agenda, seja ela institucional, seja econômica", com impactos negativos também sobre a educação, segundo Pedro Passos, cofundador e conselheiro da Natura. Ele participou em São Paulo ontem do 'Você muda o Brasil', evento promovido por empresários, executivos e acadêmicos para discutir a situação do país. "É um momento de cuidado do Brasil, de fazer boas escolhas", disse Passos.

Surgido em 2016, o grupo 'Você muda o Brasil' é um movimento sem conexões político-partidárias formado por "empresários e executivos de diferentes setores" e que tem como um de seus objetivos a renovação do Poder Legislativo, por meio do "voto consciente". Os líderes do grupo "acreditam que tão relevante quanto a eleição do presidente da República será a renovação do Congresso Nacional".

Além de Passos, participam do movimento Pedro Wongtschowski, do grupo Ultra; Walter Schalka, da Suzano; Luiza Trajano, da Magazine Luiza; Rubens Menin, da MRV; Jefferson De Paula, da ArcelorMittal; Paulo Kakinoff, da Gol Linhas Aéreas; Salim Mattar, da Localiza, e Betania Tanure, sócia-fundadora da consultoria BTA e membro do conselho de administração de diversas empresas. O grupo também se reúne para debater "ética, cidadania e os desafios do país".

Durante a sua apresentação, Passos, da Natura, afirmou que o avanço da "agenda para eliminar os privilégios políticos na Previdência e simplificar os tributos" pode fazer a sociedade se sentir "mais representada na política".

"Dependendo do resultado das eleições em outubro, teremos a possibilidade de retomar o crescimento do país. Por enquanto, estamos trabalhando duro", afirmou ele, que pediu "instituições livres" e que dialoguem entre elas. "As balas de prata não são efetivas para resolver os problemas", disse.

Para o empresário Walter Schalka, o Brasil vive um quadro pré-eleitoral "muito preocupante" justamente por causa da polarização ideológica e da ausência de "ideias concretas sobre como transformar" o país. Presidente da Suzano Papel e Celulose, ele fez a ressalva de que estava falando como "pessoa física", e não como executivo.

"Estou preocupado com a polarização que o Brasil vive", disse. "Acho [o quadro] muito preocupante, falta pouco tempo para a eleição e não se discute ideias concretas sobre como transformar o Brasil. Precisamos pensar sobre isso."

Atualmente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) lideram a disputa pelo Palácio do Planalto, de acordo com os principais institutos de pesquisa. Com a impugnação da candidatura de Lula praticamente certa, a tendência é que o candidato petista seja o atual vice da chapa, Fernando Haddad.

Sem mencionar o nome de nenhum dos postulantes à Presidência, Schalka não declara em quem votará, mas não descarta tornar sua decisão pública até a eleição. Mesmo assim ele se disse apreensivo com a possibilidade de as reformas serem abandonadas. "Temos que ser reformistas, não otimistas ", afirmou. "Acho que o Brasil que está aí é um país que vai gerar um processo de descrédito muito grande. Nós temos que recuperar a confiança da população."

"Convido todos a exercerem a convergência. É absolutamente claro que temos uma situação de crise econômica, social e política de forma simultânea", afirmou Schalka.

Mesmo sem citarem nomes, os empresários defendem que parte das alterações necessárias passa pela substituição de algumas das "lideranças" que comandam o país. "Talvez possamos mudar o Brasil com as lideranças corretas", segundo o presidente do conselho de administração da MRV Engenharia, Rubens Menin. "Estamos em um ciclo de representação em que lideranças tradicionais não dão mais conta do processo", afirmou Passos. "É consenso que é preciso mudar o sistema político. Não dá para conviver com dezenas de partidos, muitos deles sem ideologia."

Outros empresários também lamentaram a falta de propostas mais concretas e o acirramento das posições políticas.

"A preocupação com a qualidade da gestão é a primeira questão que não devemos esquecer na hora de votar", disse o presidente do conselho de administração do grupo Ultra, Pedro Wongtschowski.

"O diálogo é o que conecta o país", afirmou Luiza Helena Trajano, presidente do conselho de administração da Magazine Luiza. "O Brasil não pode ser 'nós contra eles'. Somos apenas nós", reforçou Rubens Menin, da MRV.

No entanto, falando especificamente sobre o seu setor, Menin disse não ter nenhuma preocupação em relação ao futuro próximo da construção civil, independentemente do vencedor da eleição presidencial. "Já estivemos em contato com os candidatos. Tenho certeza de que a habitação é prioridade não só para o desenvolvimento econômico, mas também como questão social", afirmou, citando a necessidade de construção de 1 milhão de moradias no Brasil a cada ano. Apesar das turbulências eleitorais, ele acredita que o setor terá um segundo semestre melhor do que a primeira metade deste ano.

Coffee News

Home Logo01
Home Logo02
Home Logo03
Home Logo04
Catho
Up Plan Logo 02