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25/07/2018 | Mercado formal de trabalho e inflação indicam que retomada segue fraca - Valor Econômico

Embora embaralhados pelos efeitos da paralisação dos caminhoneiros em maio, os dados mais recentes de emprego e preços — ambos abaixo do esperado — dão sinais de que a recuperação da economia continua lenta. Os núcleos de inflação mais aderentes à atividade são contundentes nesse sentido.

Divulgado na semana passada, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de julho, prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,64%, taxa menor que a de junho, de 1,11%.

Já era esperado que os preços devolvessem parte da alta do mês anterior, provocada em sua maior parte pelo desabastecimento decorrido dos bloqueios das estradas, mas tanto o índice ‘cheio’ quanto seus variados núcleos (medidas que retiram os itens mais voláteis da conta) ficaram aquém das expectativas.

Excluídas as passagens aéreas, a inflação de serviços caiu de 0,28% para 0,23% entre junho e julho, e também em 12 meses, de 3,38% para 3,28%, segundo cálculo da GO Associados. O núcleo dos serviços, que exclui ainda outros itens como cursos e turismo, recuou de 3,09% para 2,97% em 12 meses.

Segundo Alberto Ramos, do Goldman Sachs, o núcleo dos serviços ficou ligeiramente abaixo do esperado. Outro ponto positivo, segundo ele, foi o índice de difusão desse núcleo, que mostra quantos dos itens mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária tiveram alta de preços. Nesse mês, o indicador ficou em 48,5%, queda em relação aos 60,6% tanto de junho quanto de julho do ano passado.

Já o Itaú destaca que uma nova medida de núcleo apresentada recentemente pelo Banco Central, chamada IPCA-EX2, que reúne componentes da inflação mais sensíveis ao ciclo econômico nos segmentos de serviços, bens industriais e alimentação no domicílio, desacelerou para 0,23% em julho, após marcar alta de 0,30% em junho.

Nesse novo conceito, a taxa em 12 meses subiu ligeiramente para 1,9% (1,8% em junho), ainda muito abaixo da inflação cheia em 12 meses, que subiu 4,53%, e também da meta perseguida pelo BC, de 4,5%. O índice de difusão do IPCA-EX2, por sua vez, recuou para 54,2%, após 66,0% no mês passado.

Divulgado no mesmo dia da prévia da inflação, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de junho mostrou um inesperado saldo negativo de 611 vagas. Esperava-se, em média, criação de 46 mil. Economistas ouvidos pelo Valor afirmam que os números podem ainda estar contaminados pelos protestos dos caminhoneiros, no fim de maio, mas ressaltaram que a queda na criação de vagas começou antes disso, diante da fraqueza da recuperação da economia.

Para a Tendências Consultoria, será preciso aguardar os próximos dados para saber quanto do efeito da greve será permanente e quanto irá se dissipar, mas, embora ela tenha tido seu impacto, a série dessazonalizada deixa claro que a fraqueza do mercado de trabalho formal é anterior ao choque provocado pela paralisação. Pelos cálculos do economista Thiago Xavier, o saldo do Caged nessas condições seria negativo em 70 mil vagas em junho, após saldo de -7 mil em maio.

Ele lembra que o mercado de trabalho terminou 2017 com geração de vagas, o que foi um dos grandes fatores para a onda de otimismo com relação à economia no início do ano. No terceiro trimestre do ano passado, por exemplo, a geração média de vagas estava em 50 mil por mês. Essa média foi negativa em 15 mil no primeiro trimestre e, agora, está negativa em 20 mil, pelos dados dessazonalizados.

“Os números deixam claro que a perda na geração de vagas não é somente pelo efeito greve. Desde o começo do ano, já havia sinais de piora”, observa.

A Tendências começou o ano esperando um crescimento de 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) e hoje prevê alta de 1,7%, com o balanço de riscos voltado para baixo. “Isso não se deve somente à greve dos caminhoneiros, mas também a um crescimento da incerteza eleitoral e piora do cenário internacional”, avalia. “Uma economia que cresce menos gera menos vagas, principalmente formais".

Para o Caged, a consultoria projetava no início do ano a geração de 800 mil vagas líquidas. Agora, a estimativa é de 350 mil, já considerada “conservadora”. O Banco Fator, que esperava criação de 900 mil vagas neste ano revisou o número para 300 mil, valor que pode ser também revisto para baixo.

Tiago Barreira, consultor do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getuli Vargas (FGV), diz que as fortes demissões na indústria e no comércio em junho indicam que o ritmo frustrante de recuperação econômica é responsável em grande parte pelo enfraquecimento do mercado de trabalho. A instituição estimava criação de 68,8 mil vagas no mês passado. “O saldo negativo surpreendeu. Esperávamos que em junho houvesse certo retorno à normalidade”, afirma.

Para Cosmo Donato, da LCA Consultores, a questão agora é avaliar o quanto desse ritmo mais fraco pode ser devolvido mais à frente. “Se você pensar, a recuperação estava muito fraca e, se parte desse impacto se manifestou na confiança, pode ser que não voltemos ao mesmo patamar de antes da greve”, afirma. Para o analista, o resultado também coloca em viés de baixa para possível revisão a projeção da consultoria para o ano, de criação de 500 mil empregos formais.

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