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11/07/2018 | Titular do Trabalho fará faxina, 'se necessário' - Valor Econômico

Ao tomar posse ontem no comando do Ministério do Trabalho, o ministro Caio Luiz Vieira de Mello adiantou que vai gerir a pasta "com estilo mineiro" e optou por uma fala cautelosa. Questionado se fará uma "faxina" no ministério, que foi alvo de operação da Polícia Federal, ele disse que "se for necessário será feito". 

Sem discursar na cerimônia de posse, o advogado e desembargador aposentado do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da Terceira Região (MG) avisou que não falaria com a imprensa. Mas diante da insistência, aceitou responder algumas perguntas. 

Sobre o aparelhamento do PTB na pasta, respondeu de forma subjetiva. "Mineiro é sempre precavido, eu, como bom mineiro, vou examinar bem, e as medidas serão tomadas". 

Ao ser questionado se fará uma "faxina" na pasta, ele respondeu com outra pergunta: "A senhora faria não faria?", disse a uma das repórteres. Ele não quis comentar as suspeitas de irregularidades na pasta. "Não sou eu que vou julgar ninguém, eu serei juiz de mim mesmo." 

Na quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal afastou o então ministro Helton Yomura, investigado na Operação Registro Espúrio da Polícia Federal, que apura um esquema de fraudes nos registros de sindicatos. O segundo na hierarquia da pasta, o ex-secretário-executivo Leonardo Arantes está preso há um mês, também por envolvimento nas fraudes. 

Neste cenário, o presidente Michel Temer passou o fim de semana buscando um "perfil técnico" para assumir a pasta. Segundo uma fonte do Planalto, o escolhido deve ter "autoridade" para demitir quem for preciso, porque ainda há indicações do PTB no segundo e terceiro escalões. 

O chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, acumulou sua pasta com a do Trabalho por quatro dias, para que o Ministério não ficasse acéfalo. Mas Padilha não praticou nenhum ato no Trabalho. 

Em relação à reforma trabalhista, Vieira de Mello afirmou que não vê "nada demais" na nova legislação. Ele acrescentou que se houver necessidade de mudanças na reforma, elas serão feitas, mas ressalvou que acha que não será preciso. 

O governo enviou para o Congresso uma medida provisória para ajustar pontos da reforma relativos a trabalho intermitente e ao trabalho insalubre de grávidas e lactantes, mas a proposta caducou em abril. As normas polêmicas não foram revisadas até hoje. Mello é irmão do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, uma das vozes do Judiciário contra a reforma trabalhista e a terceirização.

Vieira de Mello disse ainda que Temer lhe pediu "agilidade" e ajuda para "resolver os problemas da pasta". Na sua avaliação, o ministério tem que ser "extremamente técnico". Ele ponderou, porém, que se eventuais indicações políticas tiverem capacidade técnica, podem ficar na pasta. 

O ministro afirmou ainda que vai averiguar todos os procedimentos na pasta, incluindo a questão dos registros sindicais, que motivou a operação da Polícia Federal. "Vamos examinar tudo, vou fazer um exame apurado de todas as situações". 

Ele afirmou que foi convidado por Temer para o cargo pela sua capacidade técnica, e não política. "Tenho 50 anos de envolvimento com o direito do trabalho, acho que posso contribuir com alguma coisa", declarou. 

Contando com a simpatia do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, ele observou que atualmente no país há uma tensão muito grande entre capital e trabalho. Nesse ambiente, afirmou que seu objetivo é diminuir esses problemas. 

Ele negou que Braga fosse o fiador de sua indicação para o ministério. Questionado sobre quem seria o "padrinho" de seu nome, Vieira de Mello voltou a mencionar sua mineirice. "Não fico procurando não." 

 

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