• Banner eSocial - Fatos e Notícias
  • Evento Manaus
  • Banner Propostas
  • app do sindeprestem
  • BOLETOS ON-LINE
  • coffee news mudou para melhor
  • sindeprestem 2018
  • CONTRIBUIÇÃO PATRONAL 2018
  • Palavra do presidente

18/06/2018 | Economia obtida com demissões por acordo pode superar R$ 400 milhões - Valor Econômico

Por Lucas Marchesini

As demissões acordadas entre empregador e empregado permitiram que empresas economizassem até R$ 157,4 milhões nos primeiros seis meses de existência, revela levantamento exclusivo do Valor com base nos microdados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A economia vem dos menores valores pagos como aviso prévio e multa do Fundo de Garantia do tempo de Serviço (FGTS).

Já a União pode ter economizado ainda mais recursos, R$ 255,3 milhões, por conta do Seguro Desemprego. Esse é o cenário máximo. No cenário mínimo, a economia é de R$ 226,1 milhões. O número de parcelas que um trabalhador receberia depende de alguns fatores, como o tempo em que estava trabalhando na empresa e se já recebeu o benefício anteriormente.

A demissão por acordo foi criada com a reforma trabalhista e permite que as empresas e empregados decidam de comum acordo terminar o contrato de serviço. Nesse cenário, a multa do FGTS e o aviso prévio são divididos pela metade.

A análise dos dados garimpados pelo Valor revela que esse tipo de acordo tem sido buscado primariamente por pessoas com salário médio mais alto do que os que deixaram seus empregos e com mais tempo de contrato. Entre os demitidos por acordo, a média de tempo de serviço é de 44,7 meses. Já entre os demais, a média é de 23,25 meses. Já o salário médio é de R$ 2.100,22 para os que saem com um acordo e de R$ 1.653,89 para os que não fizeram acordos.

"Quem ganha menos já roda naturalmente [o mercado de trabalho]. A tendência de ter acordo para salários e tempo médio maiores é de quem não procurava mudança e passou a ter um instrumento para fazer isso", explicou o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio.

Isso porque, de acordo com ele, a situação anterior criava um cenário em que não era vantajoso para o trabalhador sair sem ser demitido, especialmente se ele já tinha muito tempo de casa. Assim, ele preferia ficar no emprego mesmo querendo sair. "Esse é o tipo de acordo que tende a ser proposto pelo trabalhador, mas a empresa pode propor também. É razoável supor que seja em setores médios, até gerência, trabalhadores desse nível", prossegue.

Ao todo, foram feitos 52,9 mil acordos desde novembro, quando a medida entrou em vigor. O início foi tímido, já que era uma novidade no mercado de trabalho brasileiro. Em novembro, foram 805 acordos, que pularam para 5,8 mil em dezembro e 9,4 mil em janeiro deste ano. O maior número foi observado em março, com 13,5 mil acordos. O número caiu para 12,3 mil em abril, último mês com dados disponíveis.

"Não acho que vai ter explosão desse tipo de iniciativa", opina Ganz Lúcio. "O acordo é para o trabalhador que olha para o mercado de trabalho e vê uma alternativa", explica. Assim, o cenário atual não estimularia os acertos. "Seria diferente se fosse em 2013, com mercado de trabalho forte. Em um cenário desses, a tendência é aumentar", projeta.

Coffee News

Home Logo01
Home Logo02
Home Logo03
Home Logo04
Catho
Up Plan Logo 02