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11/06/2018 | Brasil não saiu da crise e 2019 será de contração - Valor Econômico

O ano de 2018 está perdido e o melhor que poderá sair dele é o próximo presidente da República do Brasil, a depender do escolhido pela maioria. A retomada do crescimento deverá se confirmar durante o mandato do novo presidente, mas desde que o eleito tenha compromisso com as reformas. Isso feito, em 2019 o mercado financeiro terá melhora importante e prolongada. Algo similar ao que se viu após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e do fim da interinidade de Michel Temer no posto que passou a ocupar, de vez, em 31 de agosto de 2016 e do qual se despede em 31 de dezembro deste ano.

Pesquisa Datafolha sobre intenções de voto para a Presidência da República, divulgada na edição de ontem do jornal "Folha de S. Paulo", mostra que se Lula (PT) for candidato, ele lidera a disputa e tem 30% das intenções de voto no primeiro turno. Sem Lula, Jair Bolsonaro (PSL) tem a maioria com 19%. Em seguida aparece Marina Silva (Rede) com 14% ou 15%. No segundo turno, Lula e Marina são os nomes melhor pontuados. Lula teria 49% dos votos. Marina, com 42%, ganharia de Bolsonaro com 32%; com 41% Marina derrotaria Ciro Gomes com 29%; e, novamente com 42%, ela venceria Geraldo Alckmin (PSDB) com seus 27% dos eleitores.

Na semana passada, de fortalecimento do dólar no exterior, o mercado financeiro local sofreu grande estresse também pela expectativa de que a eleição poderia ser decidida entre Bolsonaro e Ciro. Não foi isso o que o Datafolha mostrou, mas que entre Bolsonaro e Ciro existe Marina. 

Dólar e juro dispararam e a bolsa afundou. Na sexta-feira, o dólar fechou em baixa de 5,5% ante o dia anterior e os juros se afastaram das máximas observadas durante os negócios. O Ibovespa caiu menos se comparado aos dias anteriores. Porém, a virada não teria acontecido sem US$ 24,5 bilhões em swaps prometidos pelo Banco Central (BC) para venda  nesta semana e sem a garantia do Tesouro Nacional de que vai manter a recompra do título público federal NTN-F. 

O Tesouro vai reprisar operações realizadas na semana passada para redefinir preços e dar liquidez aos fundos de investimento que tiveram prejuízos com esse papel na turbulenta semana da greve dos caminhoneiros. 

A melhora do mercado financeiro, que poderá ser contratada no fim da eleição ou até mesmo no calor da campanha, a partir de agosto, se rapidamente ficar configurado que o líder na disputa é pró-reformas, não é garantia de recuperação econômica. Ao menos não de imediato. O mercado tende a antecipar a melhora de indicadores que ocorrerá (ou não) mais adiante.

Uma das funções do mercado financeiro e seus diferentes atores é trazer o futuro a valor presente. Isso ocorreu em 2016, quando a perspectiva de realização de reformas estruturais - sobretudo a da Previdência - alimentou a confiança de empresários e consumidores no governo, que tomou medidas importantes, mas não entregou as reformas como o esperado  para 2017.

Expectativas frustradas, o mercado passou a descontar dos preços dos ativos financeiros o bônus da confiança. Na semana passada, o dólar não chegou a R$ 3,99 sem motivo. O risco Brasil, avaliado pelo Credit Default Swap (CDS) de cinco anos cotado no mercado internacional, também não ultrapassou 300 pontos ao acaso. 

A inquietação crescente quanto ao desfecho das eleições de outubro e a constatação de que o Brasil não fez as reformas necessárias para alavancar um ciclo de crescimento são razões de sobra para investidores desistirem de aplicações por aqui, especialmente se o exterior acena com maior segurança e liquidez. 

Hoje o Brasil tem a seu favor a inflação baixa. Juro menor também conta. Mas não tanto quanto poderia, se as operações de crédito fechadas pelo sistema bancário replicassem a queda da taxa Selic. Isso não aconteceu. É improvável que aconteça. 

"A rigor, o Brasil não saiu da crise que mostrou, em 2015 e 2016, sua consequência mais grave. A recessão. A troca de governo - Dilma por Temer - colocou o Brasil no balão de oxigênio. E o comportamento dos mercados na última semana foi uma recidiva da mesma crise. A situação do fiscal do Brasil é deplorável. Não se avançou em quase nada neste um ano e meio de governo Temer. E nada mudará até o fim do ano. Não haverá investimentos e não haverá consumo. Haverá, sim, medo de que a situação econômica piore no próximo ano", avaliou à coluna uma autoridade do governo brasileiro que prefere não ser identificada.

Essa mesma autoridade não vê avanço consistente da economia em 2019 e explica: "O ajuste fiscal necessário para que o Brasil cresça e gere empregos é pesado. Contracionista. O próximo presidente deverá trabalhar basicamente com dois instrumentos. Corte de despesas e aumento de impostos. A Selic voltará a subir. E esse movimento também será contracionista e ocorrerá em um ambiente externo mais arriscado, com aumento de juros nas principais economias. E mais. Se o presidente eleito considerar a opinião da maioria dos brasileiros, não haverá privatizações ou reforma da Previdência", afirma o interlocutor da coluna.

O próximo governante enfrentará o calendário do Congresso Nacional. "O Congresso só abre em março. Isso quer dizer que, por melhor que sejam as intenções reformistas do presidente eleito em outubro, ele dependerá do aval dos parlamentares para as principais decisões  que poderá tomar e isso sugere um processo bastante lento. Mas ainda que o ajuste da economia não seja tão arrastado, dificilmente será rápido para neutralizar o descompasso na geração de riqueza entre o Brasil e outras tantas economias", diz o entrevistado.

E por que isso importa? Importa porque o brasileiro ficará mais pobre em relação ao mundo desenvolvido e também em relação às nações emergentes. "Em termos relativos provavelmente passaremos dez anos caminhando, enquanto os demais países estarão trotando ou até correndo", diz a fonte. 

A evolução do Produto Interno Bruto (PIB), entre 2013 e 2017, combinada às projeções do FMI para 2018 a 2022, mostra que o mundo crescerá à taxa média anual de 3,52% na década observada. Os emergentes crescerão 5,3%. O Brasil, menos de 2% ao ano. 

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