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30/05/2018 | Menor procura mantém nível de emprego estável em abril, diz IBGE - Valor Econômico

Diante da lenta recuperação econômica, o mercado de trabalho entrou no segundo trimestre apresentando números pouco animadores. A população ocupada ficou estável na passagem de março para abril e a renda real dos trabalhadores recuou pela segunda leitura seguida. O emprego com carteira assinada, por sua vez, renovou suas mínimas históricas desde 2012.

Conforme dados divulgados ontem pelo IBGE, a taxa de desemprego do país até recuou para 12,9% no trimestre encerrado em abril, de 13,1% no trimestre findo em março. Descontada a sazonalidade, a taxa cedeu de 12,3% para 12,2%, calculam economistas. Mas na pesquisa fica claro que o movimento é explicado pela menor procura por emprego, e não pela desejável geração de vagas.

A população ocupada - empregados, empregadores, funcionários públicos, conta própria, etc. - ficou praticamente estável (+0,1%) ante março, num contingente total de 90,7 milhões de pessoas. Descontados os efeitos sazonais, a população ocupada também mostra estabilidade no período, segundo cálculos de economistas.

Já a força de trabalho (pessoas de 14 anos ou mais, ocupadas ou desempregadas) perdeu ímpeto e recuou 0,47% no trimestre até abril, frente a março, o que corresponde a 308 mil pessoas a menos. Isso significa que parte dos trabalhadores migrou para a inatividade e, desta forma, não foi mais contabilizada como desempregada.

"A queda da força de trabalho influencia positivamente a taxa de desemprego, mas ela é também um sinal ruim para o mercado de trabalho, pois indica que as pessoas estão desistindo de procurar emprego, depois de muito tempo de busca", afirmou Cosmo Donato, economista da LCA Consultores, que reduziu sua previsão para taxa de desemprego na média do ano de 12,1% para 12% devido ao desalento.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada ontem pelo IBGE, não detalhou as razões que levaram a essa desistência em procurar um emprego. No mês passado, porém, o IBGE mostrou que o desalento da população quanto ao emprego cresceu vertiginosamente nos últimos meses e chegou ao nível recorde 4,6 milhões de pessoas no primeiro trimestre.

Desalentada é a pessoa que não procura emprego e nem está empregada, mas aceitaria uma ocupação, se houvesse oferta. Essas pessoa não busca uma vaga por considerar-se "jovem ou velha demais", "inexperiente demais", entre outros fatores. Quem não tomou a iniciativa de procurar emprego não é contabilizado como desempregado.

De acordo com Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, além da menor procura por vaga, o cenário econômico não estimulou neste início de ano a efetivação de trabalhadores temporários, contratados por setores como o comércio no fim do ano passado.

Os salários, por sua vez, recuaram pela segunda vez seguida, o que não acontecia desde meados de 2017. A renda real dos trabalhadores ficou 0,2% menor quando comparado ao trimestre móvel encerrado em janeiro. Já o número de trabalhadores com carteira assinada teve baixa 1% no trimestre até abril, para 32,7 milhões de pessoas, menor nível desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012.

Economistas consultados pelo ValorData esperavam que a taxa de desemprego ficasse em 13% no trimestre findo em abril. A avaliação geral entre economistas é que o mercado de trabalho deve mostrar recuperação ao longo deste ano, mas com um comportamento "lento e errático", escreveu a MCM Consultores, compatível com o ritmo de retomada da economia.

Segundo Rodolfo Margato, economista do banco Santander, o mercado de trabalho deve gerar 2,27 milhões de empregos (formais e informais) na média deste ano, avanço de 2,5% na comparação com a média do ano passado. Ele reconhece, no entanto, que indicadores mais fracos das atividade econômica e a greve dos caminhoneiros colocaram viés de baixa na projeção.

"Ainda acreditamos que vai haver geração tanto de empregos formais quanto informais, com contratações superando as demissões, mas os números podem ficar um pouco abaixo do que inicialmente previmos", disse o economista, que revisou ontem a projeção para o PIB de 2018 de 3,2% para 2%.

 

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