• Banner eSocial - Fatos e Notícias
  • Evento Manaus
  • Banner Propostas
  • app do sindeprestem
  • BOLETOS ON-LINE
  • coffee news mudou para melhor
  • sindeprestem 2018
  • CONTRIBUIÇÃO PATRONAL 2018
  • Palavra do presidente

11/05/2018 | Inflação de serviços soma 3,46% em 12 meses, a menor taxa desde 2001 - Valor Econômico

A retomada a passos lentos da atividade econômica e a consequente recuperação mais fraca do mercado de trabalho seguem derrubando a inflação de serviços, que bateu novo recorde de baixa. Nos 12 meses até abril, o grupo que reúne itens como cabeleireiro, empregada doméstica e aluguel subiu apenas 3,46% dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). É a menor alta dos preços do setor nessa medida desde junho de 2001, quando os serviços haviam aumentado 3,37%.

A inflação mensal dos serviços surpreendeu economistas e também foi atipicamente tranquila no mês passado - ficou em apenas 0,03%, taxa mais baixa para meses de abril desde 1998, quando subiu na mesma magnitude. Em março, a alta foi igualmente modesta, de 0,08%. Os números desagregados mostram perda de fôlego disseminada, com queda em preços de itens como alimentação fora do domicílio (-0,22%), aluguel (-0,36%), seguro de veículo (-0,29%), excursão (-0,19%) e passagens aéreas (-2,67%).

Uma primeira leitura dos dados poderia levar a concluir que as maiores influências de baixa vêm de serviços que pouco respondem à política monetária, como refeições fora de casa e bilhetes aéreos, mas não é o caso. 

Elaborado pelo Banco Central para acompanhar melhor os preços do grupo mais sensíveis ao nível de atividade, o núcleo de serviços subjacentes desacelerou de 0,35% para 0,05% entre março e abril, e de 3,38% para 3,15% em 12 meses, segundo cálculos da LCA Consultores. Nesse conjunto, são excluídas as cotações de turismo, serviços domésticos, cursos e comunicação.

A evolução benigna dos serviços é um dos principais fatores, ao lado do comportamento tranquilo dos alimentos, que tende a compensar pressões inflacionárias vindas da disparada do câmbio e do petróleo. Por isso, analistas de mercado seguem confortáveis em projetar avanço inferior a 4% para o IPCA em 2018, mesmo após a recente onda de reajustes da gasolina nas refinarias e a alta do dólar, que continua rondando o patamar de R$ 3,55.

Ao considerar uma taxa de câmbio mais depreciada em seu cenário, o UBS elevou a previsão para a alta do IPCA em 2018 em 0,2 ponto percentual, para 3,8%, mas a estimativa para o aumento dos serviços foi mantida em 3,5%. Se confirmada a previsão do banco suíço, esta seria a menor inflação anual dos serviços desde 2000, ano em que estes itens subiram 3,1%.

O UBS tem superestimado a variação dos serviços há cerca de 18 meses, destaca o economista Fabio Ramos, que foi igualmente surpreendido pelo dado de abril. Nos cálculos com ajuste sazonal feito pelo banco, estes preços também subiram menos no mês passado, ao mostrarem alta de 0,07%, ante 0,23% em março. 

"A explicação para este quadro é a pior possível", afirma Ramos, referindo-se à melhora em velocidade aquém do previsto da economia. Outros fatores que contribuem para a tendência de declínio os serviços, de acordo com o economista, são a inflação passada mais baixa, que serve de referência para preços como educação e aluguel, e as expectativas futuras também domadas.

Depois do resultado do mês passado, Fabio Romão, da LCA Consultores, cortou ligeiramente sua projeção para o aumento dos serviços em 2018, de 3,8% para 3,7%. No início do ano, esse número estava em 4,3%. "Todos os indicadores de atividade estão avançando mais lentamente do que se esperava e isso se reflete na inflação", diz. 

Especificamente em abril, Romão chama atenção para a deflação de 0,36% nos preços de aluguel residencial, movimento atípico para o mês. Segundo ele, a queda reflete o mercado mais fraco e, também, a indexação de parte desses contratos ao Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). Em 2017, o indicador calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) recuou 0,52%. A redução nos preços de alimentação fora de casa foi outra surpresa positiva no mês, acrescenta.

A perda de ímpeto dos serviços em abril ainda se deve a efeitos da retomada mais frágil da atividade, avalia Leonardo França, da Rosenberg Associados. Em suas estimativas, o grupo vai subir 3,7% em 2018. "A taxa de desemprego segue em nível elevado, o que está influenciando a inflação de serviços", comentou. 

Coffee News

Home Logo01
Home Logo02
Home Logo03
Home Logo04
Catho
Up Plan Logo 02