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26/04/2018 | Empresas abrem portas a profissionais seniores - Valor Econômico

Com duas universidades na bagagem e muita experiência na área de tecnologia, Rinaldo Delisare Júnior viu o peso da idade bater à porta na entrada dos anos 2000. Ainda não tinha 40 anos, mas o mercado reservou-lhe a tarefa de prestador de serviço, sem carteira assinada e garantia de trabalho o ano todo. "As empresas não queriam nem ouvir falar de profissionais na faixa dos 40", diz. "Eu lidava com computador há muito tempo, mas parecia nada valer". A virada aconteceu em 2017, quando, aos 54 anos, foi contratado como analista sênior de TI pela Embracon, administradora de consórcios, no programa Embracon 50+.

"O programa teve início em meados de 2017 com o objetivo de contratar profissionais experientes, com mais de 50 anos, que somariam mais conhecimento e fariam contraponto importante para o imediatismo e a ansiedade dos mais jovens", afirma Giovana Calenzani, gerente de RH.

A Embracon não é a única a caminhar nessa direção. O movimento é mundial e teve início na Europa e nos Estados Unidos, onde o envelhecimento da população e aumento do tempo de vida mostraram sua força mais cedo.

"Dentro da nova realidade ou as empresas realinham suas posturas ou ficarão carentes de mão de obra", adverte Maria Sartori, gerente sênior da Robert Hallf, empresa especializada em recrutamento. "Trata-se, porém, de um cenário muito novo, com início efetivo de abertura de portas para os profissionais maduros há dois anos". Embora a necessidade seja latente, boa parte dos gestores ainda torce o nariz à possibilidade de incluir profissionais seniores no processo seletivo. Segundo a pesquisa Envelhecimento nas Organizações e a Gestão da Idade, divulgada pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV -Eaesp), falta de criatividade, maior dificuldade de adaptação às novas tecnologias e altos custos com plano de saúde pesam na hora de abrir postos de trabalho para esse público.

Não é à toa que 34% dos trabalhadores globais acreditam que a questão da idade é um dos maiores desafios da carreira, conforme levantamento feito pela consultoria Manpower. Segundo a pesquisa Trabalhadores Bumerangue, a percepção de que a idade é um obstáculo em seu desenvolvimento profissional ultrapassa fatores como a falta de competências técnicas, acesso à educação continuada e questões de gênero.

Disposta a mudar esse cenário, a Gol Linhas Aéreas lançou em julho de 2017 o programa Experiência na Bagagem, como parte do projeto Gol Para Todos. "Percebemos que nossos profissionais mais experientes, na casa dos 50, 60 e 70 anos, tinham comprometimento, dedicação e engajamento muito acima da média e isso é muito importante para a companhia", diz Jean Nogueira, diretor de RH. A empresa estruturou então o projeto e divulgou a proposta internamente, para que seus funcionários indicassem profissionais seniores. "A demanda foi surpreendente", afirma o executivo. "Em 15 dias tínhamos mais de 4 mil candidatos para o processo seletivo."

Com 8 mil funcionários, desses 70% milleniuns, com média de idade de 28 anos, a Totvs, uma das maiores empresas nacionais de tecnologia, também decidiu rever suas regras de contratação. "Começamos a busca por uma necessidade de profissionais mais experientes nas células de suporte e solução fiscal", diz Rita Pellegrino, diretora de RH. "Deu certo e a ideia é expandir a contratação de pessoas maduras de forma gradual, para que os gestores assimilem a proposta de forma natural."

A mesma receita vem sendo seguida desde novembro de 2017 pelo Grupo DPSP, segundo maior varejista de farmácias do país, ao lançar o programa Farma 50+. O objetivo era atrair para as unidades da Drogaria São Paulo e Pacheco farmacêuticos experientes. "O programa já contratou 16 profissionais, que se juntaram aos cerca de 700 funcionários do grupo que têm mais de 50 anos", diz Felipe Zogbi, diretor de RH. "O resultado é uma troca rica. Enquanto um lado contribui com a experiência de vida, o outro traz a oportunidade de saber conviver em equipe".

 

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