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26/04/2018 | Procura maior pressiona e força a alta do desemprego, preveem economistas - Valor Econômico

Com expansão na procura por trabalho e recuo da população ocupada, o desemprego deve ter aumentado pelo terceiro mês consecutivo em março, segundo economistas. A estimativa média de 29 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data aponta que o percentual de desempregados em relação à força de trabalho subiu para 12,9% no primeiro trimestre do ano, após ter ficado em 12,6% nos três meses encerrados em fevereiro.

Na comparação com igual período do ano passado, no entanto, a taxa deve seguir em queda: no primeiro trimestre de 2017, o desemprego foi de 13,7%. As projeções para a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, a ser divulgada amanhã pelo IBGE, vão de 12,2% até 13,2%.

De acordo com o departamento econômico do Santander, as principais variáveis do mercado de trabalho, como a geração de empregos e massa salarial, seguem melhorando. O ritmo, no entanto, é lento e bastante divergente entre as regiões do país. Nos cálculos do banco, o desemprego com ajuste sazonal recuou ligeiramente entre fevereiro e março, de 12,4% para 12,3%. Na série original, a expectativa é que a taxa tenha avançado a 12,9%.

Natalia Cotarelli, economista do banco ABC Brasil, afirma que o movimento de leve alta esperado para a desocupação ocorre tipicamente no começo do ano. "É uma reversão da tendência de queda nos últimos meses do ano", diz Natalia, para quem a taxa de desemprego avançou para 13% nos três meses até março.

Segundo a economista, a alta em relação ao mês anterior deve ter sido puxada tanto por aumento no contingente de pessoas em busca de emprego, quanto por redução no estoque de ocupados. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, porém, a proporção de desempregados sobre a força de trabalho deve diminuir 0,7 ponto percentual, destaca ela.

Para a LCA Consultores, o contingente de ocupados avançou 2,2% entre o primeiro trimestre de 2017 e o mesmo intervalo deste ano, enquanto a força de trabalho aumentou 1,2% em igual comparação. Assim, estima a consultoria, a taxa de desemprego ficou em 12,8% nos três meses encerrados em março - 0,9 ponto percentual abaixo da taxa registrada em março de 2017.

"Temos recuperação no mercado de trabalho brasileiro, mas ela é lenta e mais influenciada por vagas informais", comenta Natalia, do ABC. Há uma defasagem entre a retomada da atividade econômica e a retomada na criação de postos de trabalho, acrescenta ela, e, além disso, a reação do Produto Interno Bruto (PIB) está ocorrendo em velocidade também aquém do previsto.

"Apesar de um cenário melhor, prevemos que o desemprego vai voltar à casa de um dígito somente em 2020", afirmam economistas do UBS em relatório. O banco suíço também projeta que, em março, a taxa de desocupação subiu para 12,8%.

Ainda dentro da Pnad, a renda real deve seguir em trajetória de alta, acrescenta Natalia, do ABC Brasil, com contribuição da inflação bastante comportada e, também, de alguma reação nos reajustes nominais dados aos trabalhadores. No trimestre entre dezembro de 2017 e fevereiro deste ano, o rendimento médio real dos ocupados ficou estável ante igual período do ano anterior.

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