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01/04/2018 | Morar perto do trabalho é sonho paulistano – O Estado de S.Paulo

O crescimento da população das cidades e o aumento do tempo de deslocamento diário de casa para o trabalho faz com que a vontade de diminuir essa distância seja uma constante entre os moradores de grandes centros urbanos. Júlia Rosin trabalha na Secretaria de Direitos Humanos de São Paulo e até o ano passado morava em São Bernardo do Campo, na região metropolitana da capital. “O tempo que levava para eu chegar ao Centro, às vezes, demorava duas horas, o que me deixava muito cansada e estressada”, conta. Ela aproveitou uma promoção a chefe de divisão estratégica do órgão e decidiu viver em uma região que tornasse sua vida mais confortável.

“Hoje, eu demoro 15 minutos a pé da porta da minha casa até a secretaria”, diz. A redução drástica do tempo de deslocamento faz com que Júlia agora possa dormir mais, ir e voltar para casa para almoçar e até mesmo fazer atividade física, rotina que não era possível antes.

 

Independência sem carro

 

Para a gerente de Locação da Lello Condomínios, Roseli Hernandez, o mercado percebeu que existe uma mobilização muito grande das pessoas de não aceitar mais passar tanto tempo no trânsito.

 

“Hoje, principalmente os jovens, querem morar sozinhos e aproveitar a independência de morar perto do trabalho. Há alguns que nem tiram mais carteira de motorista, se deslocam de metrô, ônibus ou a pé”, diz.

Para a diretora de Condomínios da Lloyd Imobiliário, Ana Moscato, quem conseguem se mudar para atender essa demanda são pessoas que estão em uma fase mais voltada à carreira profissional.

 

“São pessoas que estão construindo um patrimônio. Elas ocupam um imóvel menor ou então dividem apartamento. Também há a questão da compensação financeira de não utilizar carros”, afirma.

 

Bar, percurso e bebida

 

Para Thiago Galbeno esse ponto foi importante. Ele optou por trocar a Vila Mariana por Pinheiros, para morar perto do bar que montou com o pai. “Somos sócios da Perro Libre, que é uma cervejaria artesanal, e além de distribuir decidimos abrir o bar. Já temos um em Porto Alegre e sabemos que as vantagens de morar perto são impagáveis, principalmente pelo conforto que isso traz.”

 

Ele argumenta que o fato de seu bar encerrar as atividades durante a madrugada também tem de ser levado em conta. “Trabalhamos com bebida alcoólica e consumimos também, então não dirigimos. Voltamos para casa de Uber ou táxi, então, agora, vamos economizar nesse sentido.” Galbeno é paulista, mas morou na capital gaúcha por duas décadas, tendo voltado para São Paulo há dois anos. “Onde eu morava demorava quarenta minutos por percurso para chegar. Ganhamos na tranquilidade”, diz.

 

Quarenta minutos é justamente o tempo médio gasto pelo paulistano no deslocamento para o trabalho e, depois, mais 40 minutos na volta para casa. Ao menos para quem reside em áreas mais centrais. A conclusão consta de artigo publicado no Congresso de 2017 da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), pelos pesquisadores Pedro Guedes, Bernardo Loureiro e Romero Galvão Maia, do coletivo Medida SP, e teve como base informações do último censo. Em áreas um pouco mais afastadas, o tempo pode chegar a duas horas.

 

Raio de 5 quilômetros

 

Com base em estudos internos, a gerente de Inteligência de Mercado do Grupo ZAP Viva Real, Cristiane Crisci, diz que o tempo de deslocamento de casa para o trabalho é apontado como um dos fatores que mais é levado em consideração para quem está em busca de qualidade de vida. Entretanto, ainda é uma minoria que pode dispor desse “luxo”. “Cerca de 30% das pessoas percorrem até 5 quilômetros para ir e voltar do trabalho. Então, a grande maioria depende de algum meio de transporte para chegar ao trabalho.”

Fábio Arcanjo trabalhou por nove meses na unidade da Dow Química instalada em Candeias, na Bahia, antes de ser transferido para a sede de São Paulo. Ele levou cerca de três semanas para decidir onde morar, no bairro de Santo Amaro, mas nunca teve dúvidas de que preferiria morar o mais próximo possível da empresa.

 

“Vendi meu carro e a prioridade era ficar perto. Levei em consideração o que eu sempre ouvia falar de São Paulo, e vejo hoje estando aqui, que é a questão dos engarrafamentos.”

 

Poucas opções. Na capital paulista há um ano, ele conta que uma das queixas que tem é que a região, próxima aos shoppings Morumbi e Market Place, fica um pouco isolada e tem poucas opções de lazer. “É uma escolha. Quando tenho de sair e ir para o Ibirapuera ou Paulista, especialmente aos domingos, é um pouco cansativo. Mas poderia ser cansativo de segunda a sexta”, avalia.

 

Imóveis procurados

 

O presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Flávio Amary, lembra que a cidade tem dificuldades com o transporte coletivo e que isso influencia quem decide morar mais perto do trabalho.

 

Ele cita as características das residências ocupadas pelo morador com esse perfil. “A maior parte é de imóveis de um dormitório, às vezes pequenos estúdios, mas que permite (pela localização) ao ocupante andar a pé para se deslocar. Não precisa de carro, de metrô, de nada, porque ele está muito próximo do local de trabalho.”

 

O presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto, diz que o público que ocupa esses imóveis em bairros mistos (que tem características comerciais e residenciais), normalmente é de uma faixa econômica mediana e que dá preferência a residências individuais. “Eles estão mais perto de estações de ônibus, de metrôs, hospital, feira livre, hipermercado… Tudo isso tem uma certa valorização.”

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