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23/03/2018 | Recuperação sem emprego formal - Valor Econômico

Recuperação sem emprego formal - Valor Econômico

A recuperação da economia é um processo consolidado, mas a sua intensidade está sob questionamento. O crescimento este ano tende a ser mais modesto do que os 3% que o governo estima, ou do que os 2,97% divulgados ontem pelo Ministério do Planejamento. Os indicadores da atividade no primeiro trimestre estão mais fracos do que supunham os analistas. Embora a área econômica continue sustentando a sua previsão de uma expansão do PIB, economistas do setor privado estão, com raras exceções, revisando seus prognósticos para algo mais próximo de 2,5%. A recessão foi muito profunda, a retomada será degrau a degrau e, por enquanto, no mercado de trabalho cresce apenas o emprego informal, sem carteira assinada.

Um conjunto de fatores levou à retomada da economia: o aumento da confiança de empresas e consumidores, a queda pronunciada da taxa de juros - embora os juros bancários ao tomador final tenha respondido muito pouco ao corte da Selic - e o aumento da renda  das famílias decorrente, sobretudo, do crescimento do salário real (pela queda da inflação). O mercado de trabalho, que seria o último a dar sinais de vida no processo de recuperação da atividade, teve uma reação precoce no ano passado.

Em julho de 2017, a previsão de crescimento para o ano era de 0,3%. O resultado, porém, mais do que triplicou, chegando a 1%. O entusiasmo pode ter levado muitos a extrapolar essa tendência para 2018. Mas agora, quando a economia deveria estar em um ciclo de retroalimentação - mais emprego, mais renda, mais consumo e mais produção -  o que se observa não é uma parada, mas uma lentificação dos fatores que a impulsionam.

No caso do emprego formal, tido como de boa qualidade, outros fenômenos podem estar por trás das estatísticas. Uma suspeita é de que durante a recessão as empresas fizeram um duro ajuste, tiveram ganho de eficiência e serão capazes de elevar a produção sem aumentar o número de empregos por algum tempo. 

Há, no país, cerca de 34,3 milhões de pessoas trabalhando por conta própria ou sem carteira, contingente superior aos 33,3 milhões de ocupados em vagas formais. Segundo dados do IBGE de janeiro, a população ocupada cresceu 1,8 milhão sobre igual mês do ano passado. Desses, somente 317 mil foram empregos com carteira assinada. O emprego formal nunca se recupera antes da retomada da economia.

Uma das raras exceções citadas acima é José Márcio Camargo, economista chefe da Opus Gestão de Recursos e professor da PUC-Rio. Ele está convencido de que o país crescerá cerca de 3,5%, a despeito dos indicadores do primeiro trimestre estarem pior do que ele esperava. 

Ao mesmo tempo, salientou, a inflação abaixo da meta deixou espaço para uma queda adicional da Selic. 

A reação do Comitê de Política Monetária (Copom), também foi surpreendente e o corte dos juros para 6,25% ao ano, em maio, conforme sinalizado no comunicado, é maior do que se imaginava. Isso, segundo Camargo, fará com que a economia entre, no segundo semestre, em um ritmo mais forte recuperação e com mais geração de empregos do que no passado, iincentivada pela reforma trabalhista.

As dúvidas quanto à real performance da economia começaram a surgir com os dados do último trimestre do ano passado, seguidos do comportamento negativo da indústria e dos serviços em janeiro. A queda de 0,56% do IBC-Br (uma proxi do PIB) do mesmo mês reforçou os questionamentos. 

Nas contas do governo, o crescimento será de 0,6% no primeiro trimestre, o que indica uma taxa anualizada de 2,5%. Segundo fontes ouvidas pelo repórter Fabio Graner, do Valor, ao contrário de 2017, neste ano tanto as políticas fiscal quando monetária serão expansionistas, considerando que o déficit do governo central ficou abaixo do que era permitido em 2017 e poderá voltar para a meta de R$ 159 bilhões este ano. Por esse cálculo, não será impossível chegar ao que os economistas oficiais apregoam.

A margem fiscal, alegam eles, pode dar algum ânimo aos investimentos públicos, ajudando na recuperação da economia que ainda terá que contar com uma expansão do consumo das famílias. 

A seis meses das eleições cujo resultado será importante para a definição da política economica a partir de 2019, é temerário contar com algum crescimento relevante dos investimentos privados. 

Para que a queda mais acentuada da Selic leve à uma redução dos juros ao tomador final, estimulando a economia, o professor da PUC-Rio lembrou que o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse em entrevistas recentes que pretende reduzir mais os compulsórios. No fim de 2017 o BC reduziu de 45% para 40% o recolhimento sobre depósitos à vista e de 36% para 34% o sobre depósitos a prazo, colocando R$ 6,5 bilhões nas mãos dos bancos para que eles ampliassem o crédito.

Aqui também esbarra-se na incerteza sobre o resultado das eleições de outubro e, portanto, sobre os rumos da economia. 

"A incerteza política é uma nuvem que pesa sobre o vigor da retomada", resumiu uma fonte. 

 

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