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22/01/2018 | Sindicatos demitem e tiram benefícios - Valor Econômico

Antes mesmo de a reforma trabalhista entrar em vigor, uma onda de cortes e redução de serviços começou a movimentar a rotina das entidades sindicais. O Sindicato dos Comerciários de São Paulo, um dos maiores do Estado, foi o primeiro a anunciar um plano de demissão voluntária (PDV).

O objetivo era reduzir o quadro de pessoal de 600 para cerca de 400 funcionários. As vantagens oferecidas eram um salário a cada cinco anos no emprego, seis meses de plano de saúde e pagamento do seguro-desemprego, que não pode ser acessado por quem deixou o trabalho via PDV. Houve apenas 67 adesões a um custo de R$ 4,2 milhões.

Além do PDV, o serviço médico oferecido pela entidade, que atende 230 mil pessoas por mês, será reduzido e subsedes serão fechadas. Ricardo Patah, presidente da entidade, conta que a situação é dramática e só será revertida com reforço na sindicalização e intensificação da participação política de sindicalistas e trabalhadores.

"As centrais tendem a se aproximar para ver qual será a melhor resposta nessa crise. Uma tendência é o lançamento de candidaturas no campo trabalhista nas eleições deste ano", afirma Patah, que também preside a União Geral de Trabalhadores (UGT) e é filiado ao PSD. A UGT, que rivaliza pelo posto de segunda maior central do país, estima que perderá cerca de 95% de suas receitas - ganhou R$ 45 milhões no ano passado com o imposto.

Devido à mobilização em torno do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) suspendeu o PDV anunciado no fim do ano passado. A iniciativa deve ser retomada em fevereiro, mas ela executa outros cortes de despesas. Os dirigentes da maior central sindical brasileira, com mais de 2,3 mil sindicatos  filiados, tiveram redução de 25% na ajuda de custo que recebem mensalmente. Além disso, há cortes em despesas com viagens, aluguéis e gastos administrativos em geral.

Diante do cenário de vacas magras, Clemente Ganz Lúcio, diretor-técnico do Dieese, avalia que 2018 será ano de ajuste para as entidades sindicais, com cortes de despesas, venda de patrimônio e campanhas para aumentar a base de trabalhadores sindicalizados.  Outra opção é insistir na cobrança mensal da contribuição assistencial no contexto das negociações salariais, medida incerta por causa de recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proíbe essa taxação sem o consenso do trabalhador representado.

O pior dos cenários, diz Ganz Lúcio, é o fechamento de sindicatos por falta de recursos. "Como há uma fragmentação enorme de representação - são mais de 10 mil sindicatos -, a restrição econômica pode levar entidades menos estruturadas à falência, literalmente", prevê o economista.

Por outro lado, Ganz Lúcio espera que esse chacoalhão leve a um processo de reorganização. "Já passamos por mudanças profundas na estrutura econômica e produtiva que deveriam levar sindicatos a modernizarem sua atuação. A estrutura sindical não pode ser mais a mesma num contexto de cada vez menos emprego no setor produtivo, um trabalho público com cada vez mais traços de trabalho privado, mais trabalho no setor de serviços, informal e precarizado. É desejável uma reinvenção da estrutura sindical do país."

 

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