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14/01/2018 | Empresas atualizam códigos de conduta – O Estado de S.Paulo

A discussão sobre padrões de comportamento antes aceitáveis e que hoje são considerados completamente inadequados no ambiente corporativo faz com que empresas de todos os portes reflitam sobre a efetividade e atualização dos códigos de conduta.

 

O documento é uma prática antiga, mas a importância dada a ele pelos colaboradores está sendo colocada à prova. Acontecimentos recentes fomentam a reflexão. Por exemplo, nos primeiros dias de 2018 veio à tona a notícia que mexeu com as estruturas corporativas de uma multinacional de software no Brasil. Em uma festa de confraternização de fim de ano, um concurso de fantasias proposto pelo departamento de RH provocou a demissão de três colaboradores em diferentes níveis hierárquicos: um funcionário do setor de vendas, seu diretor e o presidente da empresa.

 

Tudo isso teve como pano de fundo a escolha equivocada de uma fantasia por parte do colaborador, baseada em um “meme” circulado no WhatsApp. O líder global pediu o desligamento do funcionário, pois considerou a fantasia e o comportamento inapropriado. Mas as supostas ponderações feitas pelo diretor e presidente, que não viram gravidade na brincadeira, teriam ocasionado o efeito dominó.

 

O caso está alinhado às mudanças de comportamento que ocorreram nos últimos anos. Assédio sexual, preconceito racial e de gênero, por exemplo, estão em pauta e levam empresas a discutir e a se posicionar a respeito.

 

Para Izabela Mioto, professora da pós-graduação em administração de RH da FAAP, a questão inicial que deve ser feita é: ao receber o código de conduta, os colaboradores o leem? “Não leem. Poucos têm essa atenção e cuidado. O que nós deveríamos pensar é que nos programas de integração é preciso ter uma boa explanação sobre as principais questões ou mesmo uma sensibilização de que as pessoas precisam estar cientes sobre esse código”, diz.

 

Fomentar o diálogo dentro da empresa é a chave da mudança para orientar os colaboradores, acredita Izabela. “É você incluir todas as vozes para ter um significado comum. Com isso, eu dou a oportunidade de compreender como o outro pensa, mas também de explicar para ele algumas ações em termos de conduta corporativa que pode, às vezes, não fazer muito sentido no momento. Mas, ao expor as consequências, isso repercute na atitude e no cuidado que o colaborador vai ter frente a esse posicionamento. É um movimento de construção”, explica.

 

Desde 1988, a multinacional 3M possui um código de conduta que abrange desde ética nos negócios até o comportamento dos funcionários. As atualizações são frequentes, inclusive na forma de aplicá-lo. A empresa atualmente desenvolve uma nova versão, digital, para facilitar o acesso de todos. “Fizemos uma pesquisa com os funcionários para saber como eles veem esse código e o que eles gostariam que tivesse nele. Consideramos mudanças desde o layout até opiniões a respeito das políticas. Queremos saber se está tudo claro, inclusive se o colaborador sabe como fazer uma denúncia e se ele se sente confortável em fazê-la”, conta Roberta Kanawaty Paolani, gerente de compliance para América Latina da 3M.

Na PepsiCo, outra multinacional presente no Brasil, o código de conduta segue a risca as orientações do código global. “Esse código já vem pronto e é ser super sério. Para todos os funcionários que entram na companhia o primeiro passo é ler e assiná-lo. E todos os anos aplicamos treinamentos para que eles saibam o que pode e o que não pode, quais são as regras em relação ao respeito e colaboração e ao que a PepsiCo acredita como valores de convivência a serem seguidos”, conta Lilian Green, gerente de Recursos Humanos da PepsiCo do Brasil.

 

Efetividade. Todas as ferramentas de comunicação são aliadas para que os colaboradores estejam alinhados e confortáveis em relação ao comportamento considerado adequado pela companhia. “Fazemos treinamentos presenciais, uma vez ao mês proporcionamos treinamentos online e nos utilizamos de newsletters, sites, mensagens da alta liderança, dias específicos de compliance. Além disso, em toda reunião de apresentação tem um espaço de compliance, para discutir preferencialmente casos reais, tratando do que aconteceu para que todos entendam qual é o risco. Acredito que falar sobre casos reais ajuda muito”, comenta.

 

As duas empresas apresentam um canal exclusivo para que os funcionários entrem em contato caso tenham uma denúncia a ser feita.

 

Transformação. “A gente vem em uma toada de sensibilização e um dos marcos mais importantes que ficou na cabeça dos nossos colaboradores ano passado foi a semana da diversidade, em que falamos de igualdade de gênero com a presença de uma pessoa da ONU para passar dados sobre o assunto, falamos sobre questões LGBT e ainda mostramos o perfil demográfico do nosso consumidor, que é diverso”, conta Lilian.

 

Para Roberta, quanto mais efetivo o programa de compliance, mais funcionários se sentem à vontade para falar sobre possíveis situações incômodas. “Essa cultura do falar no Brasil e talvez de forma geral no mundo todo é o grande desafio. Fazer com que as pessoas se sintam confortáveis em falar que viu e não está certo.”

 

Atitudes nas redes sociais também podem ser critério de avaliação

 

Pesquisa feita em julho de 2017 em todo o País pela multinacional de recrutamento Robert Half apontou que 47% das pessoas buscam novas oportunidades de emprego nas redes sociais. A levantamento entrevistou 365 pessoas. O estudo indica que, cada vez mais, os usuários das redes sociais devem ter cuidado com comportamentos adotados nas plataformas, pois o perfil se torna o cartão de visitas para a empresa e, às vezes, critério de avaliação ou desempate em seleções.

 

“Ainda que não seja um pré-requisito dos especialistas em recrutamento, já temos casos que, mesmo fechada a seleção, a empresa deu uma olhada rápida no perfil de rede social pessoal do profissional escolhido como forma de minimizar um risco, de tentar enxergar um comportamento que possa ser destoante daquilo que é esperado dentro da empresa”, diz Leonardo Berto, gerente de negócios da Robert Half.

Segundo Berto, uma das maiores preocupações de recrutadores e empresas é a adaptação cultural do profissional, não importa o nível hierárquico. Por isso, é esperado que o profissional esteja alinhado com os valores da companhia dentro e fora da empresa.

 

“Hoje, é muito difícil você dissociar as duas coisas. A forma como você se coloca, o que você escreve, o tipo de opinião e a forma que você a expressa acaba servindo, sim, como ponto de desempate e equilíbrio”, afirma. Berto acrescenta ser “importante lembrar que o seu perfil profissional é o seu primeiro currículo, seu cartão de visitas.”

 

Sobre perfis pessoais, Berto alerta que o descolamento do perfil profissional do pessoal é muito difícil. “Informar nesses perfis a empresa em que se trabalha depende da autoanálise de cada um. É preciso pensar em como eu me comporto e como isso pode afetar o trabalho, porque na vida pessoal essa informação pouco vai contar.”

 

O especialista ainda pontua que é preciso ter cautela no posicionamento nas redes sociais sobre questões políticas ou de religião, por exemplo.

 

Na rede. No Brasil desde novembro de 2011, o Linkedin registra 31 milhões de usuários brasileiros, representando o 4° país no mundo. Apenas em janeiro, a rede tem 350 mil vagas de empregos abertas, entre terceiras ou colocadas direto na plataforma.

 

“De maneira geral, os usuários respeitam o contexto profissional. E, se você desenvolver bem a sua rede de contatos, adicionando pessoas que têm referência ou que você conhece, o usuário está protegido de conteúdos que não são legais. Sua rede depende da sua grande curadoria”, afirma Fernanda Brunsizian, diretora de comunicação do Linkedin no Brasil.

 

De acordo com Fernanda, “quanto melhor você se apresentar, tendo um perfil completo e que indique palavras-chave sobre as suas competências, mais você será encontrado pelos recrutadores e melhor será o seu networking na rede”.

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