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25/12/2017 | Varejo prevê contratar 30,5% dos temporários, maior taxa desde 2013 - O Globo

RIO - O Natal da retomada das vendas deve ser também o da recuperação de empregos no varejo. Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), 30,5% dos temporários contratados para o fim do ano devem ser aproveitados após as festas. A projeção foi atualizada pela entidade — em outubro, o percentual previsto era de 27% — e, com isso, será a maior taxa de efetivação desde 2013, quando 36% garantiram vagas fixas. Em 2016, foram só 15,2%.

O número positivo para as vagas está em linha com as estimativas otimistas do setor para o movimento deste ano no país. A expectativa é que tenham sido gerados 74,1 mil postos temporários. As lojas ainda estão fazendo as contas para avaliar o resultado do fim de semana, mas, até a sexta-feira passada, a projeção da CNC era de crescimento de 5,2% das vendas. Se isso se confirmar, será o melhor Natal desde 2012, quando o movimento subiu 8,1%.

Para o economista Fabio Bentes, da CNC, a expectativa de uma taxa de efetivação maior é bom sinal para o ano que vem, mas a economia precisa continuar o processo de recuperação:

— Em 2018, o que vai determinar (a continuidade da melhora) é o emprego, inclusive em outros setores, para continuarmos a ver esse resgate do consumo.

RIO CRESCE MENOS QUE A MÉDIA

O movimento de otimismo dos dados nacionais, no entanto, não se reflete completamente no Rio. O estado deve ter desempenho inferior aos vizinhos, ainda de acordo com o levantamento da CNC. Enquanto a previsão em São Paulo é de aumento de 3% nas vendas e, em Minas Gerais, de 5%, o varejo fluminense fechará o balanço de Natal com estagnação, de acordo com a projeção. Outra estimativa, do Clube de Diretores Lojistas do Rio (CDLRio), é um pouco mais otimista: crescimento de 3%.

Segundo a CNC, as lojas fluminenses diminuíram a contratação de temporários. Em 2016, foram dez mil vagas, contra estimativa de seis mil neste ano. Movimento na contramão do país, que aumentou as contratações de 67,4 mil para 74,1 mil.

Mesmo com a crise não completamente superada, lojistas cariocas preveem aproveitar parte da mão de obra provisória. A loja Zinzane da Rua Gonçalves Ledo, no Centro do Rio, contratou cinco funcionários extras para ajudar a equipe de oito empregados. Segundo a gerente Rayane Matos, alguns podem ser efetivados no início do próximo ano:

— As vendas avançaram 8% em relação ao Natal do ano passado. Não é um crescimento muito grande, ainda tem cliente que reclama da crise e que não tem recebido o salário, mas acreditamos em melhora. Vamos fazer uma reforma para ampliar a loja, e vou precisar de uma equipe maior.

Em uma sapataria na Saara, as vendedoras Priscila Cristina, de 32 anos, e Sandy Souza, de 21, temporárias desde novembro, têm esperanças.

— Apesar de o quadro estar cheio nesta loja, acho que temos chance. A esperança é a última que morre — diz Priscila.

E Sandy completa:

— Acho que, mesmo que não tenham como efetivar aqui, podem nos encaminhar para outra filial. É sempre uma possibilidade, já que o desemprego está desesperador.

Na loja de roupas masculinas Luidgi Specciale do NorteShopping, embora ainda não haja definição, as chances de efetivação dos dois funcionários contratados para reforçar a equipe no fim do ano são maiores que no início de 2017, diz a gerente Alfra Barros:

— As vendas de Natal cresceram em relação a 2016, mas o boom que esperávamos não veio. De qualquer forma, a rede está crescendo, acabou de abrir duas lojas, e outras serão inauguradas no ano que vem. A probabilidade de contratação é maior agora do que antes.

A mesma avaliação é compartilhada por Camila Ferreira, gerente da Antonella do NorteShopping. Pelo menos um dos quatro empregados contratados como temporários para o Natal tende a ficar, segundo ela.

Algumas lojas, no entanto, não pretendem aumentar o quadro de funcionários, como é o caso da ThaisArte e da Objetiva, que vendem roupa feminina. Na ThaisArte, a gerente Sonia David não tem, por enquanto, perspectiva de contratação dos três funcionários que trabalham de forma temporária neste fim de ano:

— Devemos manter os temporários até o carnaval, que é uma época forte aqui na Saara, mas, por enquanto, não há movimento que justifique ampliar a equipe de forma definitiva.

Já na Objetiva, a expectativa é que algum dos sete trabalhadores extras do Natal seja aproveitado, mas para substituir funcionários fixos e não para aumentar o número total.

— Nossas vendas foram piores agora do que no ano passado, e não temos planos de aumentar o quadro. Mas é possível que façamos alguma troca — explica a gerente da Objetiva, Sandra Guerra.

Entre comerciantes, a percepção sobre o movimento é mista: nas ruas, há quem reclame de um Natal ainda fraco, mas shoppings apresentam balanço positivo, principalmente por causa das compras de última hora. No Nova América, Shopping Boulevard, Botafogo Praia Shopping, Rio Design Barra e Leblon e Shopping Nova Iguaçu, administrados pela Ancar Ivanhoe, o fluxo de pessoas nos dias que precederam o Natal cresceu 11% em relação ao ano passado.

Já a gerente da loja Big Festas, na Saara, Maria Lúcia Silva vendeu menos brinquedos do que esperava para a data:

— Foi muito abaixo do esperado. As pessoas compraram menos neste ano.

Na Overblack, também na Saara, a gerente Cristina Gomes considerou bom o movimento nas ruas para o Natal, mas percebeu a insatisfação dos consumidores com a grande quantidade de estabelecimentos fechados na véspera de Natal:

— Hoje (dia 24) foi uma decepção, porque poucas lojas abriram, então muitos clientes reclamaram e foram para os shoppings. Ainda não sabemos o balanço total de vendas, mas isso prejudicou muito.

Já o presidente do Polo Saara, Toni Haddad, analisa os resultados deste ano positivamente. O centro comercial costuma sair na frente quando a busca por lembrancinhas se destaca.

— Estamos sentindo o movimento mais forte do que no ano passado. De um modo geral, há um aumento de 20% nas vendas em relação ao último Natal. Há também uma expectativa maior de efetivação dos funcionários temporários do que no ano passado.

Diretor comercial da Dimona, loja que personaliza blusas há mais de 40 anos, Leonardo Zonenschein analisa que o movimento nas ruas do Centro do Rio deve continuar intenso até o fim do ano:

— A Saara é uma das regiões mais visitadas pelos turistas na cidade. A semana entre o Natal e o réveillon também é muito relevante, porque as pessoas que vêm passar a virada na cidade compram lembrancinhas e presentes. A economia ainda não está a ideal, mas já há um aumento na confiança, que influencia o consumo.


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