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18/12/2017 | Mais profissionais voltam ao trabalho após a aposentadoria - Valor Econômico

Dezoito meses atrás, Tom Harvey se aposentou. Mas então ele mudou de ideia este ano e decidiu voltar à ativa. Ele não está sozinho. No Reino Unido, segundo uma pesquisa sobre o envelhecimento e sociedade, 25%  dos aposentados voltam a trabalhar, sendo que cerca de metade desses dentro de cinco anos após a aposentadoria. O estudo definiu não-aposentados aqueles que "informaram estar aposentados e que posteriormente começaram a trabalhar de novo em um emprego pago, ou começaram um trabalho em período integral após a aposentadoria parcial (trabalhando menos de 30 horas por semana)".

Um estudo de 2010 constatou taxas parecidas nos Estados Unidos. Essa pesquisa sugere que a aposentadoria poderá não ser mais uma condição permanente. Em vez disso, ela é um processo. Para Harvey, sua aposentadoria poucos anos antes da idade legal no Reino Unido, de 65 anos, foi altamente desejável depois de décadas na vida corporativa - primeiro no ramo da propaganda e depois na área de comunicação de serviços financeiros. Isso deu a ele a chance de levar os cachorros para passear e praticar equitação. Mas seu cérebro clamava por estímulos.

"Você sente falta do envolvimento intelectual do trabalho e das discussões em torno de problemas difíceis", diz ele. O aspecto financeiro também é importante. "É sempre bom ter mais dinheiro." Hoje, este homem de 63 anos está oferecendo consultoria a pequenas empresas, especialmente em comunicação para diretores e altos funcionários. 

Sua reação reflete a de outras pessoas, afirma Loretta Platts, do Stress Research Institute da Universidade de Estocolmo, e coautora do relatório. "Algumas pessoas sofrem um choque com a aposentadoria. Ela não é aquilo que eles achavam que iria ser." O estudo definiu aposentadoria como pessoas afirmando estar "aposentadas" de suas principais atividades. Loretta Platts diz que há quem possa discordar e fixar isso em uma idade, talvez mais de 65 anos.

No Reino Unido, o número das pessoas entre 50 e 64 anos de idade que trabalham subiu de 60% em 2000 para 71%, segundo a Agência Nacional de Estatísticas, enquanto o número de pessoas na ativa que têm além de 65 anos dobrou para cerca de 10%. 

Nos Estados Unidos, a Agência de Estatísticas do Trabalho prevê que para o período de até 2024, os dois grupos com idades de 65-74 e mais de 75 anos apresentarão as maiores taxas de crescimento da força de trabalho anualmente, do que quaisquer outros grupos etários. Em resposta aos custos adicionais de se viver mais, muitos governos estão aumentando a idade de aposentadoria.

Para Robert Roy, baseado em Washington, a aposentadoria aos 69 anos era atraente porque "terminei o que estava fazendo. Foi intenso". Sua carreira no trabalho social com crianças e famílias havia sido recompensadora. Mas depois de seu último emprego como executivo-chefe de uma organização sem fins lucrativos que trabalha no apoio a famílias em Portland, ele sentiu a necessidade de dar uma pausa.

Após sair da organização, Roy dedicou seu tempo a pescar e a escrever. Mas sentiu que algo estava faltando. "Eu pensei: 'qual é a minha razão de viver?'". O trabalho para ele era diversão. "Quando você trabalha, seus dias estão definidos. Quando você tira isso de repente, vai substituir por o quê? O que vem em seguida? O que eu vou fazer?" 

Portanto, Roy decidiu abandonar a aposentadoria. Ele sempre se sentiu desconfortável com o termo aposentado porque é como se ele já tivesse batido as botas. "Eu não me sentia assim. Eu não queria sentir que tudo estava acabado para mim". Hoje, ele trabalha dois dias por semana no Virginia Garcia Memorial Health Center, na área de serviços de saúde mental, e é consultor de organizações sem fins lucrativos que prestam tratamentos a crianças problemáticas e suas famílias.

Isso cai bem para esse senhor de 79 anos, pois significa que ele tem tempo para passar com a família. Ele fez a mudança graças ao Encore Fellowship, um esquema gerenciado por uma ONG americana que ajuda profissionais experientes, geralmente nas casas dos 50 ou 60 anos, que querem mudar para uma carreira na área de serviços públicos. 

O Encore ajuda a preencher uma lacuna no treinamento. Um artigo publicado no "Public Policy and Ageing Report" em 2015 afirmava que reter os trabalhadores mais velhos significa aumentar as oportunidades de treinamento e desenvolvimento para aqueles que estão na faixa dos 50 anos.  A atual falta de opções de treinamento para os trabalhadores mais velhos se deve em parte à atitude dos gerentes de linha e empregadores.

Segundo o relatório, os indivíduos também podem sentir que depois de uma certa idade ou estágio de suas carreiras, mais treinamento seria desnecessário. Ou que o aprendizado que eles deverão receber é inapropriado dado o seu nível de experiência e habilidades. 

Outro relatório publicado na semana passada pela "Business in the Community" exorta os patrões a se esforçar mais para treinar trabalhadores mais velhos e prepará-los para a economia digital. David Sinclair, diretor do International Longevity Centre UK, disse que o estereótipo sobre os trabalhadores mais velhos é que eles são confiáveis: "Isso alimenta uma imagem de que eles são seguros e constantes, quando na verdade as pessoas podem inovar ao longo de toda a vida".

Para Harvey e Roy, a aposentadoria foi interessante porque eles queriam dar uma pause nas exigências do trabalho. "É uma pena que as organizações não sejam mais sofisticadas na identificação do estresse", observa Harvey. Ele sugere que elas poderiam ajudar os funcionários que "podem estar precisando dar um tempo e tirar uns meses de folga". 

Desenvolvimentos como o trabalho em casa e os horários flexíveis também são promissores, acrescenta ele. Lynda Gratton, uma professora de prática de gestão da London Business School e coautora de "The 100-Year Life", acha que os empregadores deveriam deixar as pessoas trabalharem enquanto puderem. Mas eles deveriam ser mais criativos com os rumos  de carreira. Os funcionários vão querer "dar uma escapadinha de vez em quando para rejuvenescer e aprender uma nova habilidade". Ela também acredita que os trabalhadores precisam planejar melhor suas vidas profissionais.

Loretta Platts acha que essa mudança do emprego para a aposentadoria e de volta ao trabalho é um reflexo da visão curta dos empregadores. Muitos falham em manter seus funcionários, principalmente por não conseguir encontrar para eles funções flexíveis. "Isso é importante porque as pessoas mais velhas têm mais dificuldade para conseguir emprego. Quanto maior for o intervalo, mais difícil será voltar para o trabalho."

Harvey diz que não é fácil encontrar um trabalho: "Quando você tem cabelos grisalhos e usa óculos, frequentemente as pessoas ficam apreensivas em ter de trabalhar com alguém 20 anos mais velho. O preconceito de idade existe". Esse não é o caso de Jacky Beare, que se aposentou aos 55 anos na Marks & Spencer em 2015, depois de trabalhar como gerente comercial.

Este ano ela voltou a trabalhar, sob contrato, como assistente de vendas. Trabalha cinco dias por semana das 11h às 15h. Jacky continua no mundo profissional e não perdeu suas habilidades comerciais. E um novo motivo para retornar à ativa vem sendo citado por alguns não- aposentados do Reino Unido: a incerteza trazida pelo Brexit foi um fator na decisão de Jacky. "Estou bem agora, mas poderia não estar", diz ela.

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