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06/11/2017 | Serviços demoram a "engatar" recuperação - Valor Econômico

Os serviços, que respondem pela maior parte do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, ainda não “engataram” uma recuperação, ao contrário da indústria e do varejo. Essa demora na reação, contudo, não preocupa os economistas, que esperam uma retomada nos próximos meses. Eles observam que os serviços foram os últimos a entrar na crise, e devem ser os últimos a sair.

 

Entre as hipóteses apresentadas para os números ainda negativos do setor estão desde a mudança de comportamento do brasileiro, que reduziu gastos com alimentação fora do lar e salão de beleza, por exemplo, até a ociosidade da indústria e do comércio, que estão demandando menos serviços de limpeza, informação, marketing, entre outros.

 

Nas variações acumuladas em 12 meses, melhor medida para avaliar tendências, enquanto a indústria começou a exibir taxa negativa em junho de 2014 (-0,5%) e o varejo ampliado, em setembro daquele ano (-0,1%), os serviços entraram no vermelho apenas em junho de 2015 (-0,2%), segundo números do IBGE. Em 12 meses, enquanto a indústria e o varejo estão longe de seu pior momento, os serviços registram uma taxa muito parecida (-4,5%) no dado mais recente, de agosto, com o de seu ponto mais baixo (-5,1%).

 

O varejo ampliado e indústria registraram seu piso em junho de 2016, com quedas de 10,4% e 9,7%, respectivamente. Nos 12 meses até agosto, o varejo recua 1,6%, último dado disponível para o setor. A indústria sobe 0,4% nos 12 meses até setembro, primeira alta desde maio de 2014.

 

Para o economista Silvio Sales, consultor da Fundação Getulio Vargas (FGV), houve estímulos à indústria e ao comércio que chegaram de forma amortecida aos serviços, como as exportações e a liberação das contas inativas do FGTS. A indústria se beneficiou do dinheiro liberado pelo fundo via produção de duráveis – o que também afetou positivamente o varejo – e das fortes vendas externas em segmentos como o de veículos. “O comércio foi puxado por segmentos mais sensíveis a crédito, como veículos e eletrodomésticos”, afirma Sales.

 

O economista acredita que as famílias reduziram gastos com cuidados pessoais e alimentação fora do lar, por exemplo, embora tenham se sentido mais confiantes para obter crédito e comprar bens duráveis. “Os serviços não têm o atrativo do crédito. E os preços de alguns deles ainda rodam ainda acima da média da inflação”, diz.

 

De acordo com o IBGE, em 12 meses, o segmento de saúde e cuidados pessoais, por exemplo, acumula alta de 6,77% e educação, alta de 7%, ante 2,54% do IPCA. O economista considera que os serviços dependem muito mais de um avanço maior da massa salarial do que de uma melhora nas condições de crédito.

 

Dados da Euromonitor International, consultoria de análise de mercados, indicam que algumas mudanças no comportamento do brasileiro durante a crise podem ter afetado o consumo de serviços. Algumas categorias de eletrodomésticos, por exemplo, resistiram à crise e cresceram. É o caso de secadores e chapinhas e das máquinas de café em cápsulas, que tiveram um aumento em valor de vendas de 5% e 10% em 2016, respectivamente.

 

“A crise afetou drasticamente o hábito dos brasileiros, que passaram a consumir em casa serviços e produtos que normalmente comprariam fora”, diz Elton Morimitsu, analista de pesquisa da Euromonitor. No caso dos secadores, o brasileiro investiu num produto para ter um resultado em casa equivalente ao do salão, diz ele.

 

O brasileiro também diminuiu os gastos com lazer e alimentação fora do lar. Um exemplo são as bebidas. Um levantamento do número de embalagens vendidas mostra que, após um pico em 2014 por causa da Copa, as bebidas vendidas no “foodservice ” (que atende bares e restaurantes) desacelerou mais que o volume daquelas vendidas no varejo.

 

“Com a renda sendo afetada, houve uma migração importante para o consumo dentro do lar”, afirma a analista da Euromonitor, Angélica Salado. Embalagens maiores, que oferecem um preço por litro mais atrativo, também ganharam espaço. Ela observa ainda que, para além do aumento do desemprego, na crise, quem continua empregado age como se não estivesse. “Esse cenário de renda apertada estimula consumidores a evitar o desperdício. As embalagens tiveram que mudar pra contemplar isso”, afirma.

 

Angélica acredita que ainda levará algum tempo até o brasileiro chegar ao nível de consumo pré-crise. “Para a maioria da categorias, esperamos que isso ocorra só a partir de 2019”. Alguns hábitos adquiridos durante o período de vacas magras, contudo, deverão permanecer. “Isso aconteceu no pós-crise dos Estados Unidos, quando houve uma mudança no comportamento do consumidor.”

 

Dados da Kantar Worldpanel, empresa que estuda a cesta de consumo dos brasileiros, desenham um cenário parecido. Com base em uma amostra de 11,3 mil lares espalhados por todo o país, a empresa estima o que é consumido mensalmente em aproximadamente 53 milhões de residências. Esses números indicam que, no auge da crise econômica, alimentos como carnes embutidas, hambúrguer e linguiça ocuparam as geladeiras. Agora, azeites, torradas e molhos para saladas voltam lentamente a dividir esse espaço.

 

É um primeiro movimento em direção a uma dieta mais sofisticada, mas ainda distante do período que durou de 2009 a 2014, quando água de coco, petit suisse e sobremesas prontas eram presença constante nas mesas brasileiras. “Se a alimentação em casa, que é o básico do básico, ainda está demorando para se recuperar, isso quer dizer que leva um tempo para a retomada dos serviços”, diz Christine Pereira, diretora-comercial da Kantar.

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