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31/08/2017 | Maior demanda por temporários é aposta da Robert Half no país - Valor Econômico

Por Letícia Arcoverde

A multinacional de recrutamento Robert Half planeja manter o crescimento da operação brasileira nos próximos anos com a demanda de profissionais temporários especializados nas áreas de finanças e tecnologia, apoiando-se nas mudanças trabalhistas que facilitam o uso desse tipo de contrato. Para os executivos da empresa, o próximo desafio é difundir a ideia de que esta pode ser uma oportunidade de carreira, e não uma segunda opção para quando o mercado está ruim.

"Quando chegamos ao Brasil, era um mercado com enorme potencial para vagas permanentes. Nos últimos 10 anos, a economia se deteriorou, o câmbio se tornou mais desafiador e a operação adaptou sua abordagem para o mercado local e para impulsionar os negócios de temporários e interinos", diz Phil Sheridan, diretor sênior para Reino Unido, América do Sul e Oriente Médio. Sheridan visitou o Brasil neste mês junto com outros executivos da operação global, para um evento de comemoração dos 10 anos da empresa no país.

No Brasil, o negócio de temporários, que têm foco em profissionais financeiros e de tecnologia, começou a ser oferecido há seis anos e hoje representa 65% da operação. Em mercados onde o trabalho temporário é mais usado, essa participação chega a 85%. No Brasil, a empresa também faz recrutamento para vagas permanentes de cargos iniciais a média gerência em áreas como finanças, vendas, jurídico e engenharia, além de ter lançado uma área de seleção executiva em 2015.

Em 2016, a receita líquida global da Robert Half foi de US$ 5,25 bilhões. Ao longo do ano passado, nos 19 países onde a empresa está presente, 215 mil profissionais temporários passaram pela sua folha de pagamento. A operação fora dos EUA, no entanto, representa só 20% da receita total, sendo que metade dessa parcela veio do Reino Unido, Alemanha e Bélgica no ano passado. A operação brasileira, segundo Sheridan, está hoje entre as sete maiores fora da matriz.

Nos últimos quatro anos, apesar da crise econômica, a operação local cresceu a dois dígitos e dobrou de tamanho, segundo Fernando Mantovani, diretor da empresa no Brasil, que espera um movimento similar nos próximos quatro anos. "O segundo semestre começou bem, então esperamos alcançar um crescimento de dois dígitos novamente neste ano", diz. O plano de expansão também inclui abrir escritórios em mais cidades, fora do eixo Rio-São Paulo, no ano que vem. Hoje a operação emprega 200 pessoas e está em São Paulo, Campinas, ABC Paulista e Baixada Santista, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

A velocidade se tornou um ponto fundamental no recrutamento oferecido pela empresa, que investiu nos últimos dois anos cerca de US$ 200 milhões globalmente em tecnologia para melhorar os processos internos. O movimento inclui softwares que facilitam a filtragem de candidatos e equipamentos que permitem que o sistema seja acessado de qualquer lugar. Na estimativa dos diretores, processos de busca que poderiam levar mais de uma semana agora podem ser feitos em algumas horas.

A agilidade também contribui para o negócio de temporários, segundo os executivos. Para Sheridan, no entanto, o próximo passo no país é ampliar o recrutamento voltado para projetos, e não apenas como forma de preencher buracos e substituir profissionais ausentes. Segundo Clive Davis, diretor de contas estratégicas no Reino Unido e de operações para a América Latina, a tendência de crescimento do trabalho temporário se consolida na medida em que a oferta e a demanda criam um mercado em que isso se torna uma opção atrativa não só para empresas, mas também para candidatos.

"Há cerca de 10 anos, no Reino Unido, havia reticência em se mover de uma posição de diretor financeiro para uma de interino. Hoje isso mudou, e ser um temporário é considerado uma profissão. Todos os indicadores atualmente apontam para o Brasil seguir um caminho parecido", diz Davis.

A lei 13.429/17, aprovada em março, aumentou de três para seis meses a duração de contratos temporários no Brasil, com possibilidade de prorrogação por mais 90 dias. O movimento, aliado à reforma trabalhista, deve aumentar a procura pelo serviço, diz Mantovani, em especial no caso de multinacionais que já usam o formato em outros países e também são clientes da Robert Half no país.

Para as empresas, Davis diz que a procura por temporários reflete períodos de mudanças rápidas que demandam profissionais para projetos - como troca de sistema, reestruturações, fusões ou aquisições. "Há muitas mudanças de negócios que requerem habilidades especializadas que não serão úteis nos 12 meses do ano", diz Davis.

Para os profissionais, a experiência exige um perfil específico, que inclui a habilidade de se adaptar a ambientes diferentes e um entendimento maior sobre o mercado, o que os permite se posicionar como especialista em uma determinada área. "É preciso ter certas habilidades pessoais, como estar confortável em lugares novos e conseguir contribuir com o negócio muito rápido", diz Sheridan. Mantovani destaca, no entanto, que a experiência pode ser um caminho para a uma contratação permanente - cerca de metade dos profissionais temporários colocados pela empresa acabam sendo integrados à equipe dos clientes eventualmente.

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