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29/07/2017 | Apesar de queda do desemprego, ofertas de vagas formais só voltam a crescer em 2018, apontam analistas - O Globo

Taxa de desemprego caiu para 13% influenciada pelo aumento da ocupação informal

POR DAIANE COSTA

RIO - Apesar do significativo recuo da taxa de desemprego na quinta-feira, que caiu para 13% no segundo trimestre de 2017, o mercado de trabalho só vai retomar a oferta de vagas formais de maneira mais consistente no ano que vem, apontam analistas. Isso porque o índice depende de que a economia do país voltar a crescer.

E, mesmo assim, o desemprego não vai recuar. Pelo contrário. À medida que as empresas voltarem a ter segurança na economia para oferecer emprego com carteira assinada, a tendência é que pessoas que hoje não estão procurando trabalho voltem a buscá-lo, explicam. O mesmo ocorrerá com trabalhadores informais, que devem deixar o que estão fazendo para tentar uma vaga formal. Ambos os movimentos resultarão numa elevação do índice de desemprego. Isso porque a taxa oficial reflete a procura de trabalho e não o número de pessoas sem ocupação.

O resultado do índice foi puxado para baixo por um aumento de 1,4% no grupo de empregados — alta de magnitude vista pela última vez há quatro anos. Com isso, o grupo dos desempregados encolheu de 14,2 milhões para 13,5 milhões de pessoas. Apesar disso, os indicadores não deixariam dúvidas sobre uma melhora no mercado de trabalho não fosse a característica dos empregos criados no trimestre passado: mais de dois terços (68%) são informais. São trabalhos sem carteira assinada na indústria, em salões de beleza e no transporte de passageiros por meio de aplicativos, ressaltou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, ao divulgar os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (Pnad) ontem.

33 MILHÕES COM CARTEIRA ASSINADA

Nas contas do economista Artur Passos, do Itaú Unibanco, a taxa do primeiro trimestre de 2018 deve ser ainda mais alta que a registrada no começo deste ano, podendo ficar perto dos 14%.

No segundo trimestre do ano, os dados da Pnad mostram que o grupo com carteira assinada segue caindo, 0,2% na comparação com os três primeiros meses do ano e 3,2% em relação ao mesmo período de 2016, somando 33,3 milhões de trabalhadores. Enquanto isso, o dos sem carteira cresceu nas duas comparações, 4,3% e 5,4%, respectivamente, para 10,6 milhões de pessoas. O grupo dos conta-própria também voltou a crescer na comparação trimestral, 1,8%, para 22,5 milhões de trabalhadores.

— A população com carteira só deve começar a melhorar no quarto trimestre do ano e mais fortemente ano que vem. O mercado de trabalho responde bem depois da economia, e este ano a economia ainda não vai decolar — pondera o economista, cuja projeção para o desemprego médio do ano é igual para 2017 e 2018, de 13,3%.

As previsões da Tendências Consultoria Integrada vão nessa mesma direção. Segundo Thiago Xavier, economista da consultoria, a média anual de trabalhadores ocupados vai continuar caindo este ano, na comparação com 2016. Crescimento neste indicador só em 2018.

RENDA FICA ESTÁVEL

O especialista Bruno Ottoni, do Ibre/FGV, explica, ainda, que é normal que em um momento de incerteza econômica, como o atual, a criação de vagas ocorra na informalidade:

— Os empregos sem carteira podem ser interrompidos a qualquer momento, sem custo para a empresa.

Godofredo dos Santos, de 31 anos, está à procura de uma vaga desde dezembro, quando perdeu o emprego na construção civil. Passou a fazer bicos, geralmente reparos simples, pelos quais cobra de R$ 200 a R$ 300. Há um mês, passou a madrugada em uma fila de emprego, de onde saiu com uma indicação para trabalhar em uma loja de departamento. A tentativa não deu certo e, agora, pensa em tentar uma oportunidade fora do Rio, cidade que escolheu quando saiu do Pará, seu estado natal:

— O último bico que consegui foi para mexer em um telhado. O que está salvando é o salário da minha mulher.

Um sinal positivo concreto na Pnad diz respeito aos rendimentos, devido à desaceleração da inflação, que parou de corroer salários. O rendimento real habitual das pessoas ocupadas foi estimado em R$ 2.104. Ficou estável em relação ao trimestre anterior e cresceu 3% sobre o mesmo período de 2016.

— Isso é muito bom para a economia, se pensarmos que as famílias estão recuperando seu poder de compra — analisa o economista Thiago Xavier, da Tendências.

 

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