O FUTURO CHEGOU
Expectativas de mudança e possibilidades de crescimento abrem o ano de 2012. Com o Brasil ocupando a sexta posição no ranking das maiores economias do mundo, o cenário apresenta-se propício às necessárias reformas trabalhista e tributária, áreas de tropeço e atrasos. Os esforços pela redução da burocracia, fator considerado como um dos piores obstáculos ao empreendedorismo no Brasil, também merecem ser intensificados.
Urge mudar! Urge avançar!
Se o país não aproveitar o ciclo e apertar o passo em direção ao crescimento, às margens da crise internacional, as consequências serão catastróficas. Corremos o risco de acabar como uma economia atrofiada, sufocada por sistemas obsoletos e ineficazes. Pior. Ficaremos em descompasso com o mercado, impedidos de concorrer em pé de igualdade com produtos importados.
O setor de Serviços figura na lista dos que clamam há anos por atenção do governo. Ferramenta importante para a permanência de milhares de empresas no mercado, a Prestação de Serviços Especializados convive com a falta de regulamentação específica, gerando insegurança entre prestador, tomador e trabalhadores.
Apesar da alta e sempre crescente participação no índice de empregabilidade, a atividade não é tratada no Brasil com o respeito merecido e ao qual é de direito. Em oito anos, segundo o IBGE, fomos os responsáveis pelo impulso à formalização do mercado de trabalho no país. Enquanto o ramo de serviços prestados às empresas gerou 960 mil postos de trabalho, a indústria criou pouco mais de um terço desse total. Ainda segundo o IBGE, em 2011, Serviços foi o setor que registrou maior crescimento entre todas as categorias estudadas e também foi onde houve o maior índice de trabalhadores com carteira assinada.
Para 2012, a expectativa permanece positiva. O setor de Serviços apresenta as melhores possibilidades de empregos na cidade de São Paulo. Nas unidades do Centro de Apoio ao Trabalho (CAT), no Centro de Solidariedade ao Trabalhador (CST) e no Emprega São Paulo, mais da metade das vagas oferecidas, 65% em alguns segmentos, são para áreas ligadas à Terceirização.
É notória a importância da nossa atividade para a economia. Enquanto cresce nossa contribuição para o desenvolvimento do país, nos vemos marginalizados pela falta de legislação adequada. Ora, se mesmo sem regulamentação, os índices são favoráveis, isto significa que com os mecanismos corretos de regulação, os resultados seriam ainda melhores. Criaríamos um círculo virtuoso de crescimento, no qual todos ganhariam: mais empregos para os trabalhadores, maior produtividade para as empresas e arrecadação para o governo. Outro benefício seria a redução da informalidade.
Com tantos argumentos em favor da Terceirização, por que então não levar a sério sua regulamentação? Há uma demanda reprimida no mercado brasileiro. Precisamos do reconhecimento jurídico para que possamos mostrar nosso real potencial, continuar crescendo e ajudar o Brasil a evoluir.
"Em oito anos, segundo o IBGE, o setor de Serviços foi responsável pelo impulso à formalização do mercado de trabalho no país. Enquanto o ramo de serviços voltados às empresas gerou 960 mil postos de trabalho, a indústria criou pouco mais de um terço desse total."
Vander Morales
Presidente do Sindeprestem e da Fenaserhtt
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